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Escrito por Neo Mondo | 8 de fevereiro de 2018
POR - *CORIOLANO XAVIER para CENÁRIO AGRO/NEO MONDO
Sucesso em nosso meio rural e referência de eficiência no exterior, o Sistema Campo Limpo de logística reversa mudou o paradigma de responsabilidade com as embalagens de agroquímicos

O Sistema Campo Limpo reúne cerca de uma centena de empresas fabricantes de defensivos, cinco mil distribuidores e cooperativas em todo o Brasil, 12 recicladores e três incineradores. Estrutura que é alimentada por uma malha de mais de 400 unidades de recebimento de embalagens, distribuídas em 25 Estados e no Distrito Federal. Esta rede retira do campo embalagens usadas em aproximadamente 55 milhões de hectares cultivados.
A gestão operacional desse complexo aparato de logística reversa está a cargo do InpEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, representante das indústrias de agroquímicos. Uma operação cuja força está no fato de integrar efetivamente os elos da cadeia comercial de defensivos agrícolas, da fábrica ao produtor rural – e também o poder público, que fiscaliza o sistema de destinação, emite licenças para as unidades de recebimento e apoia os esforços de conscientização do agricultor.
Costuma-se dizer que em cadeias produtivas não existem heróis. No caso do Sistema Campo Limpo isso é concreto, pois os segmentos da cadeia de produção agrícola, no antes e no dentro da porteira, mergulharam no desafio de fazer a logística reversa dos defensivos em um país continental e dar um passo à frente para a sustentabilidade no campo. E deu certo, muito certo. Mas nesta história, na verdade, tem sim um herói: o agronegócio.

*Vice-Presidente de Comunicação do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM
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