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Escrito por Neo Mondo | 15 de agosto de 2018
Para ele, “os modelos de agricultura herdados da 'Revolução Verde', baseados em mecanização e uso intensivo de fertilizantes, pesticidas e herbicidas, estão saindo caros para a sociedade mundial”. Lal defende a adoção de práticas sustentáveis que conjuguem plantio direto e rotação de culturas para reduzir os efeitos da erosão. “Nutrindo o solo, evitando revolvê-lo, fazendo rotação de culturas e cobrindo a terra com palhada, temos uma agricultura sustentável que reduz substancialmente os impactos da agricultura intensiva”, destaca.
O cientista, que também é presidente da União Internacional de Ciência do Solo (IUSS, da sigla em inglês) e professor na Universidade do Estado de Ohio (Estados Unidos), preconiza ainda a necessidade de se investir em técnicas de plantio direto para incentivar o sequestro de carbono pelo solo. “O carbono é estocado pelo solo ao longo dos anos, entretanto o revolvimento excessivo da terra reduz a quantidade desse elemento. Usando o plantio direto, o carbono pode ser restaurado, tornando os solos fontes de carbono e ajudando a reduzir a concentração de CO2 na atmosfera.”
“A diminuição da terra agricultável, o aquecimento do clima, a escassez de água e o crescimento da população urbana exigem que cientistas e agrônomos do solo olhem para além dos modelos agrícolas tradicionais e passem a valorizar novas propostas ambientalmente mais corretas, que envolvam aquicultura e hidroponia, entre outras”, ressalta Lal.
O recado do cientista é claro: “é fundamental poupar a terra, maximizar a eficiência de insumos e minimizar a pegada ambiental”. De acordo com ele, a degradação do solo e a desertificação, entre outros impactos climáticos, são sérias ameaças à paz e estabilidade mundial. Por isso, requerem o esforço dos governos para elaborar políticas públicas nas esferas locais, regionais e globais.
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