Escrito por Neo Mondo | 4 de maio de 2015
Uma camisinha que impede que a mulher sangre até a morte no parto e uma caixa mecânica que detecta parasitas da malária em questão de segundos são algumas das recentes inovações médicas que custam pouco, mas podem solucionar grandes problemas - e salvar muitas vidas.
Trinta dessas inovações foram compiladas pelo Innovation Countdown 2030 (IC2030), uma iniciativa para identificar tecnologias de alto impacto que têm potencial de transformar o mundo nos próximos 15 anos, com apoio da Fundação Bill & Melinda Gates e da Agência Americana de Desenvolvimento Internacional, entre outros grupos. A iniciativa visa difundir essas inovações, mas a produção em grande escala e a liberação de patentes muitas vezes emperram essa popularização. Conheça oito produtos que são capazes de revolucionar a saúde global e prevenir milhões de mortes:
Desenvolvido originalmente pelo mecânico de carros argentino Jorge Odón, este gadget de baixo custo é usado para ajudar etapas finais de partos em circunstâncias difíceis, período em que complicações podem levar à hemorragia da mãe e a traumas no recém-nascido.
O "Odón Device" - uma embalagem de polietileno que é envolta e inflada ao redor da cabeça do bebê - é mais segura e simples de usar do que um fórceps ou um extrator a vácuo, fazendo dele uma boa alternativa para agentes de saúde menos treinados. Como ele vem dobrado em pequenos sachês, também é facilmente transportado a áreas remotas.
O clorador Zimba é uma resposta à crise da água em países em desenvolvimento e está sendo testado em residências na Índia, em Bangladesh e no Nepal.
A grande caixa azul tem um compartimento previamente carregado como uma solução de hipoclorito de sódio - água sanitária, em outras palavras.
Quando o aparelho é conectado a uma fonte de água, a pressão do líquido desencadeia a liberação da quantidade adequada de cloro para desinfetar a água.
Especialistas calculam que a solução simples pode salvar a vida de até 1,5 milhão de crianças até 2030.
Uma camisinha conectada a um cateter forma uma solução barata encontrada pelo Hospital Geral de Massachusetts (EUA) para reduzir o enorme número de mulheres que morrem ao dar à luz: uma a cada dois minutos no mundo, segundo a ONG Saving Lives at Birth.
O kit, que conta com materiais acessíveis, tem o objetivo de conter graves hemorragias no pós-parto e está sendo usado, atualmente, no Quênia e em Serra Leoa.
Funciona assim: a camisinha é inserida no útero e inflada com água filtrada através do cateter, criando pressão para interromper o sangramento.
Um a cada dez recém-nascidos do mundo tem problemas respiratórios imediatamente após nascer. Um ressucitador neonatal reutilizável e fácil de montar foi criado para prevenir mortes em locais carentes, onde muitas vezes não há equipamentos adequados para ajudar os bebês a respirar.
O aparelho consiste em um bulbo que, ao ser pressionado pelo agente de saúde, infla os pulmões do bebê inconsciente. O design vertical é uma novidade, cujo objetivo é melhorar a adequação do produto e permitir que o máximo de ar seja aproveitado.
A epidemia global de malária totaliza quase 200 milhões de casos por ano, e a doença coloca em risco 3,3 bilhões de pessoas no mundo.
A detecção precoce é crucial, e uma caixa portátil pode ser uma importante arma nesse aspecto. Trata-se do aparelho Rapid Assessment of Malaria (RAM, ou rápida avaliação de malária), desenvolvido em 2014 pela empresa Disease Diagnostic Group.
O equipamento usa campos magnéticos e luz para detectar parasitas da malária - método mais simples do que aqueles que se baseiam em reagentes sensíveis à temperatura e também mais rápido, já que a análise de uma amostra de sangue pode levar um ou dois segundos.
A maioria das 300 milhões de pessoas cegas ou que sofrem de perda significativa de visão vivem em países de baixa renda, sobretudo na Ásia. E a incidência desses problemas tende a crescer, ante o envelhecimento da população global.
Por isso, especialistas acreditam que é crucial ampliar o acesso ao diagnóstico e torná-lo mais portátil.
Um aparelho identifica sinais precoces de problemas oculares, mas com novidades em relação a equipamentos semelhantes: ele é fácil de ser transportado e pode ser operado por um técnico com treinamento mínimo, que deve, então, arquivar os resultados dos exames para que eles sejam analisados remotamente, via internet, por um oftalmologista.
Uma em cada 20 mulheres sofre de pré-eclâmpsia, condição associada ao aumento extremo da pressão sanguínea em uma etapa da gravidez, colocando a mãe sob risco de convulsões. E muitas mães só são diagnosticadas quando é tarde demais.
Ao custo de US$ 20, o Microlife Vital Signs Alert (VSA) é um aparelho portátil que calcula o risco da paciente de entrar em choque e alertar caso ela precise de tratamento urgente. O equipamento está sendo testado em sete países africanos e asiáticos. Entre a ciência e o território, a difícil arte de conservar o Brasil que ainda resiste
Gás carbônico é transformado em energia limpa com o uso de luz solar
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