Tecnologia e Inovação

Unicamp desenvolve novas tecnologias.

Escrito por Neo Mondo | 30 de janeiro de 2009

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POR - REDAÇÃO NEO MONDO Além de acordar para o potencial de energias renováveis de que dispõe, o Brasil ainda carece de vontade política e de investimento em infra-estrutura, como laboratórios e equipamentos, lembra Ana Flávia. Longe de ser pessimista - antes ao contrário -, a Profa. Dra. diz “estar bastante otimista” com o momento socioambiental brasileiro. Isto porque, “comparado ao de 10 anos atrás, tanto governo quanto população enxergam que precisamos de alternativas sustentáveis para a questão energética. Não dá mais para ignorar que depender de combustíveis não renováveis não é uma boa estratégia para o pleno crescimento econômico”. Para daqui a 3 anos A Unicamp é exemplo de como a comunidade acadêmico-científica é incansável na busca de soluções que tornem o desenvolvimento sustentável do País uma realidade. Casos das células fotoeletroquímicas de óxido de titânio (TIO2), cujos estudos estão mais avançados, e das células fotovoltaicas orgânicas. Temas que ocupam o tempo de Ana Flávia desde 1996, durante seu mestrado. A cientista fala das vantagens da novidade, que deve constar de produtos como notebooks, celulares e brinquedos daqui a uns três anos. O preço do dispositivo é a maior vantagem em relação aos convencionais - até 80% menor. Para viabilizar o projeto, o LNES criou a Tezca Células Solares, que começa suas atividades neste início de ano na Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec). Agnaldo de Souza Gonçalves, pós-doutorando no IQ da Unicamp, é um dos sócios da empresa, cujo objetivo é transformar conhecimento em produtos. Ele esclarece que um deles é produzir células solares flexíveis de óxido de titânio. O que já é um avanço, mas ainda não é tudo, ressalta Ana Flávia. Por isso, a universidade está aberta a novas parcerias e até já iniciou contatos com a Sunlab, de Bragança Paulista. A professora tem a exata noção do que pode ser feito para ampliar o alcance social da iniciativa que coordena. A constituição da Tezca como spin-off - uma empresa surgida de um grupo de pesquisa - faz a pesquisadora ver com bons olhos a possibilidade de despertar o interesse de empreendedores dos mais diversos âmbitos, entre eles iniciativa privada, ONGs, governos. “A combinação de todos traria vantagens enormes. No caso da iniciativa privada, à qual também estamos abertos, vejo uma vantagem a mais. É onde as coisas acontecem mais rapidamente. É só nos procurar, que faremos o contato com a Tezca”, afirma. A Profa. Dra. tem como preocupação central o crescimento populacional e a demanda cada vez maior de energia. Por isso, não tem dúvida: “Vamos sim ter de buscar alternativas que minimizem o impacto ao planeta”. Se isso for feito por todos o quanto antes, melhor. Inconformismo X Iniciativa A Profa. Dra. Ana Flávia não se conforma como o País ainda explora muito pouco a energia solar de que dispõe e revela alguns dados de seus estudos: • De um potencial de 10 mil mW, estão instalados apenas 12 mW em comunidades isoladas, e outros 80 mW se conectam à rede elétrica, mas em caráter experimental; • O LNES da Unicamp já tem um protótipo de célula solar de óxido de titânio; • O dispositivo pode ser aplicado em roupas de uso militar; • A equipe do LNES trabalha para aprimorar a eficiência das novas tecnologias; • O momento, histórico, é de dominar essas tecnologias e tornar essas células solares baratas; • O mercado de produtos eletrônicos portáteis cresce de forma exponencial.  

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