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POR – OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Um estudo recente tem causado grande impacto no campo da saúde pública e ambiental
Pesquisadores ao redor do mundo têm alertado sobre a presença preocupante de microplásticos em diversos ecossistemas, desde os oceanos e, surpreendentemente, dentro do próprio corpo humano. A descoberta de microplásticos em todas as placentas humanas testadas levanta sérias questões sobre os efeitos potenciais desses materiais na saúde materna e fetal.
Conduzido por uma equipe de pesquisadores de renome internacional, o estudo analisou amostras de placentas de mulheres de diferentes regiões geográficas. Os resultados foram chocantes: microplásticos foram encontrados em todas as amostras examinadas.
Os microplásticos são partículas extremamente pequenas de plástico, geralmente menores do que 5 milímetros de diâmetro, e podem ser provenientes de uma variedade de fontes, incluindo produtos de cuidados pessoais, embalagens de alimentos e resíduos plásticos dispersos no ambiente.
A presença desses microplásticos na placenta, um órgão vital durante a gravidez que fornece nutrientes e oxigênio ao feto em desenvolvimento, suscita preocupações significativas sobre os potenciais impactos na saúde materna e fetal. Embora as implicações exatas ainda não sejam totalmente compreendidas, os pesquisadores alertam para os riscos potenciais à saúde, incluindo possíveis efeitos no desenvolvimento fetal e complicações durante a gravidez.
Além disso, a presença de microplásticos na placenta destaca a necessidade urgente de uma melhor compreensão dos ciclos de vida e da dispersão desses materiais no meio ambiente. A exposição humana aos microplásticos pode ocorrer por meio da ingestão, inalação e até mesmo por contato dérmico, representando um desafio crescente para a saúde pública.
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Tal descoberta destaca a complexidade e a urgência de abordar a poluição plástica em todas as suas formas. Mais pesquisas são necessárias para entender completamente os efeitos dos microplásticos na saúde humana e para desenvolver estratégias eficazes de mitigação.
Embora ainda não seja necessário fazer um monitoramento de rotina para a presença de microplásticos na água, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há pelo menos três potenciais riscos à saúde humana, pois essas partículas são:
- Um perigo físico para o corpo, pois representam um “corpo estranho” e não fazem parte da alimentação humana normal;
- Um perigo químico, pois os produtos de plástico contêm elementos químicos que podem ser tóxicos;
- Um perigo biológico, pois essas partículas podem reter e acumular micro-organismos que fazem mal ao ser humano, como bactérias e fungos, por exemplo.
Enquanto isso, a conscientização sobre os impactos dos microplásticos na saúde e no meio ambiente deve continuar a crescer, e medidas devem ser tomadas em níveis individuais e governamentais para reduzir o uso de plásticos descartáveis e promover práticas mais sustentáveis em todo o mundo. A proteção da saúde humana e do meio ambiente está intrinsecamente ligada à redução da poluição plástica, e a pesquisa recente sobre a presença de microplásticos na placenta é um chamado urgente à ação.