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POR – OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
No Dia Mundial dos Animais, celebrado em 4 de outubro, é crucial refletirmos sobre as condições que milhões de animais enfrentam globalmente. Desde o comércio ilegal de animais silvestres até a criação industrial, muitas espécies sofrem devido à exploração desenfreada e ao descaso com o bem-estar animal.
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A criação intensiva de animais, também chamada de pecuária industrial, é uma das principais fontes de sofrimento. Milhões de bovinos, suínos, aves e peixes são criados em espaços apertados, onde o bem-estar é frequentemente ignorado em nome da produtividade. Além das condições insalubres, muitos são submetidos a práticas cruéis, como confinamento extremo, mutilações sem anestesia e alimentação forçada, o que resulta em sofrimento prolongado até o abate.
Animais silvestres também enfrentam desafios graves. O tráfico dessas espécies é uma das indústrias mais lucrativas do mundo, movimentando bilhões de dólares anualmente. Espécies como elefantes, rinocerontes e tigres são caçadas até quase a extinção para alimentar a demanda por partes de seus corpos ou como animais exóticos de estimação. Essas práticas, além de desrespeitarem o bem-estar animal, contribuem para o declínio das populações e ameaçam a biodiversidade.
Mesmo em ambientes urbanos, animais de estimação sofrem com abandono e maus-tratos. Muitos cães e gatos são deixados nas ruas ou em abrigos superlotados, onde enfrentam doenças, fome e, em muitos casos, a eutanásia.
No entanto, há esperança. Organizações de defesa animal, como a Proteção Animal Mundial, trabalham incessantemente para denunciar essas atrocidades e promover melhores práticas de criação e cuidado. Campanhas globais e legislações mais rigorosas têm sido adotadas em prol de uma abordagem mais ética no tratamento dos animais. O conceito de “bem-estar animal” tem ganhado força, com pautas como alimentação adequada, espaço para movimentação, tratamento médico e eliminação de práticas cruéis.
É essencial conscientizarmos a sociedade sobre a responsabilidade de cuidar das espécies com as quais compartilhamos o planeta. O respeito e a empatia pelos animais devem ser pilares de qualquer sociedade que valorize a vida e a biodiversidade.