Agronegócio Ciência e Tecnologia Destaques Economia e Negócios
Escrito por Neo Mondo | 6 de maio de 2019
Segundo os autores, pesquisadores e analistas da Embrapa Meio Ambiente, a observação e a análise da presença do eucalipto naquela região são apresentadas em duas escalas (macro e micro). “Na primeira escala, de caráter mais abrangente, são descritas as relações da cultura do eucalipto com o meio físico (paisagem), bem como sua grande importância no desenvolvimento regional. Na escala micro, ou local, é dada ênfase à relação do eucalipto com os componentes ambientais, cuja avaliação experimental em uma microbacia, envolvendo os compartimentos solo e água, evidenciou baixo impacto no ambiente, quando comparado às coberturas de mata nativa e de pastagem, em relação à degradação do solo”, explica o geólogo Marco Antonio Ferreira Gomes. De acordo com ele, “tal resultado foi comprovado pelo baixo transporte de sedimentos e pelo baixo volume de água escoada a partir dos solos cultivados com eucalipto, condição que evidencia taxas de erosão bastante reduzidas em toda a área da microbacia”, ressalta.
Os autores enfatizam, no entanto, que apesar desta conclusão, é necessária uma avaliação contínua, acompanhada por um monitoramento de médio e longo prazos dos principais compartimentos ambientais. “Isso é essencial para a geração de uma base de informações com registros mais longos, o que auxiliará em avaliações mais precisas dos impactos e benefícios da cultura”, salienta Gomes.
A publicação “Aspectos Geoambientais da Eucaliptocultura no Vale do Paraíba Paulista” de autoria de Marco Antonio Ferreira Gomes (geólogo), Lauro Charlet Pereira (agrônomo), Anderson Soares Pereira (agrônomo) e Ricardo Antonio Almeida Pazzianoto (matemático) pode ser baixada gratuitamente aqui.
Saiba mais sobre a cultura do eucalipto nos Sistemas de Produção Embrapa.
Desmatamento no Brasil fica abaixo de 1 milhão de hectares em 2025
Abelhas, R$ 43 bilhões e uma política pública que não existe