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Escrito por Neo Mondo | 4 de janeiro de 2019
Tal amostragem foi composta por 280 produtores, dos quais 93% de café arábica e 7% de café conilon, cujas áreas de cultivo dos respondentes somaram 18,427 mil hectares de café. Em geral, a qualidade dos cafés é avaliada com base num conjunto de atributos, como aroma, sabor, corpo, acidez, adstringência, amargor, fragrância, entre outros, os quais influenciam e contribuem diretamente para a qualidade do produto. De acordo com os resultados da pesquisa, constatou-se que “os resultados refletem o que tem se verificado nos diversos concursos de qualidade realizados no país. As informações fornecidas apontam um incremento significativo da qualidade”.
Mencionado estudo, que se deu na forma de uma Pesquisa Safra Cafeeira 2018, foi realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA e CaféPoint, nos meses de outubro e novembro de 2018. Essas instituições patrocinadoras da pesquisa, nas suas análises e avaliações, também atribuem a melhoria verificada, ao comparar a safra de 2018 com 2017, às boas condições meteorológicas existentes durante o período de colheita, quando não houve ocorrência de chuvas que comprometessem os resultados qualitativos. Assim, dos 280 cafeicultores que participaram da pesquisa, 68% afirmaram que a qualidade do café colhido em 2018 foi melhor que a de 2017, e, em contraponto, 23% afirmaram que a qualidade permaneceu igual e, ainda, apenas 9% declararam que a produção de 2018 teve qualidade pior que a safra colhida anteriormente.
Tal pesquisa foi realizada no período de 4-10-2018 a 23-11-2018, inclusive durante a Semana Internacional do Café de 2018, cujos resultados estão disponíveis no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Ela apresenta ainda diversas outras análises e estatísticas, que valem a pena serem conferidas, referentes aos tópicos citados anteriormente.
Nesse contexto, vale destacar que, com relação às tecnologias de colheita e pós-colheita, os resultados da pesquisa permitiram estabelecer de certa forma um perfil tecnológico dos cafeicultores, pois, especificamente em relação à colheita, a técnica de derriça manual e colheita com derriçadora acoplada ao corpo foram responsáveis por 62% das respostas, com 31% cada uma delas. A colheita mecanizada correspondeu a 27% dos apontamentos e a colheita manual seletiva foi responsável por 11%.
Quanto à adoção de tecnologias de secagem pelos cafeicultores, as quais influenciam diretamente a qualidade do café, constatou-se que os terreiros de cimento ou asfalto foram responsáveis por 44,2% dos apontamentos daPesquisa Safra Cafeeira 2018. Na sequência, secadores mecânicos corresponderam a 30,4% das respostas. O terreiro suspenso ocupou a terceira posição com 12% dos apontamentos e outros 13,4 % foram divididos entre as estufas e terreiro de chão batido.
Além desses resultados da Pesquisa Safra Cafeeira 2018, realizada pela CNA e CaféPoint, o documento que encontra-se disponível no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, apresenta diversas outras análises relevantes da cafeicultura. Como representante do setor privado, a CNA, juntamente com o Conselho Nacional do Café – CNC, Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC, Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel – ABICS, Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, faz parte do Conselho Deliberativo da Política do Café – CDPC, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa.
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