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Escrito por Neo Mondo | 4 de abril de 2022
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POR - REDAÇÃO NEO MONDO
Laerte, Esse Menino, MC Fioti, Samela Sateremawe, Txai Suruí e Alok estão entre os finalistas. Vencedores serão anunciados no próximo dia 6 de abril
Na próxima quarta-feira, o Prêmio Megafone de Ativismo anunciará os vencedores das 14 categorias que reconhecem e homenageiam as pessoas que não deixaram de lutar em 2021, mesmo em meio à pandemia. A lista inclui nomes conhecidos do público em geral como Laerte, Esse Menino, Txai Surui, MC Fioti, Samela Sateremawe, Alok, entre outros ativistas cuja criatividade foi colocada a serviço de uma causa. A cerimônia será transmitida pela página do YouTube do Prêmio e será conduzida pela atriz e humorista Lívia La Gatto.
As peças selecionadas, que compõem uma retrospectiva do ativismo brasileiro nos últimos 12 meses, defendem diversos direitos e causas, como indígenas, equidade racial e de gênero, bem como questões relacionadas à saúde pública, comida como direito e meio ambiente. Os finalistas serão anunciados no próximo dia 6 de abril, em exibição exclusiva pelo canal do youtube do Prêmio Megafone de Ativismo, incluindo os escolhidos nas categorias Megafone do Ano e Prêmio do Júri. A apresentação será conduzida pela atriz e humorista Lívia La Gatto.
“A criatividade do povo brasileiro para amplificar vozes de territórios diversos é incrível! Tem prêmio para quase tudo nesse país, mas não existia um que valorizasse e reconhecesse o ativismo, que no Brasil sempre foi, está sendo e sempre será essencial para os desafios que vivemos", destaca o artivista Mundano, um dos idealizadores da premiação. "A palavra do ano em 2021 foivacina. Assim como a luta pela democracia e pela floresta de pé, a resistência não parou um minuto e é aqueles que não deixaram de lutar, mesmo diante da pandemia, que queremos homenagear", completa.
Confira a seguir as categorias e os finalistas:
A força estética pode ser vista na categoria Arte de Rua, que reúne desde a polêmica vaca magra em frente ao prédio da Bolsa de Valores de São Paulo, de Márcia Pinheiro, à uma história de um tatu do Cerrado pintada no muro de uma escola no Tocantins por Pablo Marquinho. A categoria inclui a icônica imagem de Di Kayapó, onde #ForaSalles é escrito na máscara usada por uma indígena, e pelo mural que explicita a ancestralidade negra da nossa sociedade, de Soberana Ziza. Outro finalista é o Projetemos com as tecnológicas projeções nas laterais de prédios das grandes cidades.
A força das imagens, por sua vez, está na categoria Foto. Entre os finalistas estão o retrato de um menino que encontrou uma árvore de Natal em um aterro sanitário, um profissional da saúde como guerreiro na luta contra a Covid (em arte que interage com os transeuntes) e a estátua do traficante de pessoas Borba Gato em chamas. Dois finalistas retratam Manaus: um deles mostra a cheia na cidade; outro, o cemitério.
"A luta pela vacina, pela vida, contra a censura e contra o negacionismo se entrelaçam com as diversas pautas que os ativistas do Brasil mantiveram de pé em 2021", comenta Jonaya de Castro, uma das idealizadoras da premiação.
A força do humor pode ser comprovada na categoria Meme. Os finalistas incluem Esse Menino, com

A categoria Cidadão Indignado mostra a força da palavra. Nela, estão cinco discursos contundentes: de Sam Sateremawe, sobre o PL490; de Lyne Pinheiro e Yane Mendes, sobre democracia e direitos civis; de
Um prêmio sobre Ativismo não poderia deixar de reconhecer as Manifestações de Rua. Dois finalistas são fruto da mobilização indígena: o Acampamento pela Vida, contra o Marco Temporal e o PL 490, e o ato Fora Salles, em frente ao Ministério do Meio Ambiente. Os outros finalistas são o Ato Nacional dos Estudantes, o ato #13demaionasruas sobre a chacina na favela do
“Quando o povo faz ativismo em plena pandemia é porque suas próprias vidas estão em perigo, e com a máscara no rosto as pessoas foram pra rua, foram pro planalto central”, resume o artivista Mundano.
Letras fortes e, ao mesmo tempo, poéticas caracterizam o
A força da palavra e da informação também é retratada na categoria Reportagem de Mídia Independente, na qual são finalistas o Modefica, com a história das mulheres que tiveram seus lares destruídos pela Braskem; o Portal Amazônia, com a história das mulheres da agricultura familiar de Rondônia, que em sua maioria não utiliza agrotóxicos; e Sinal De Fumaça, com dossiê sobre o governo Bolsonaro. Dois finalistas combinam a força da palavra com a potência das imagens em vídeos, como na Série Antirracista do Rio On Watch e a série De Olho na Resistência, do De Olho nos Ruralistas.
A qualidade da combinação entre palavra e imagens distingue os finalistas da categoria Documentário, com vídeos que dão voz e mostram a perspectiva dos oprimidos e injustiçados. Entre os finalistas está o filme
Indígenas são os produtores de conteúdo de quatro dos cinco finalistas da categoria Perfis de Redes Sociais : Sam Sateremawe, Fexta, Daldeia e Tukumã Pataxó. O outro finalista é Slam Resistência, de batalhas de poesias realizadas na Praça Roosevelt, em São Paulo. Entre as 13 categorias cujos indicados foram anunciados, dez têm relação com a pauta e a luta indígenas, mostrando o quanto os povos originários são professores da resistência e estão engajados na luta por seus direitos, há mais de 500 anos no Brasil – e a diversidade de ferramentas que usam para isso, que vão do humor à arte, passando por manifestações de rua e memes.
Outra forma de manifestação é a Ação Direta - a ação ativista em formato presencial e direto, como interditar uma rua ou ocupar um espaço temporariamente para denunciar um crime ou impedir uma injustiça, por exemplo. Dois dos finalistas desta categoria têm relação com direitos indígenas: o protesto em Porto Velho (RO) contra a falta de avanços na investigação sobre a morte do guardião da floresta Ari Uru-Eu-Wau-Wau e a aula pública explicando quem foi o traficante de pessoas Borba Gato. Também concorrem ao Prêmio Megafone a Cozinha Ocupação 9 de Julho, o movimento para salvar o Rio Itapanhaú e o Roçado Solidário do Movimento dos Sem Terra.
A categoria Cartaz mostra a força da simplicidade: a defesa do Xingu escrita sobre uma folha de verdade e um papelão explicitando a relação entre vidas indígenas e floresta em pé. Três dos finalistas desta categoria falam da pandemia da Covid19: da perda da mãe ou da avó, ou com o uso criativo de seringas, elemento importante para a vacinação.
Os finalistas na categoria Jovem Ativista são Tel Filho Guajajara (direitos indígenas), Ananda Marieta Silva Teles(meio ambiente), Jahzara Johari Ona França Teixeira (crise climática), João Igor Cariman Leite (juventude) e Beatriz Lacerda Costa Grajaú (equidade racial).

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