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Heineken: quando a natureza brinda o futuro

Escrito por Neo Mondo | 23 de outubro de 2025

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Imagem gerada por IA - Foto: Ilustrativa/Divulgação

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO

De Itu a Belém, a jornada verde do Grupo HEINEKEN mostra como inovação, ciência e regeneração ambiental podem transformar paisagens, cidades e consciências

Eu confesso: poucas coisas me empolgam tanto quanto ver uma grande marca entender que sustentabilidade não é um capítulo à parte, mas o próprio enredo do futuro. E foi exatamente essa sensação que tive ao conhecer o conjunto de iniciativas do Grupo HEINEKEN — uma verdadeira sinfonia entre natureza, ciência e propósito que começa nas microbacias de Itu (SP), se estende até a microfloresta de Belém (PA) e chega a descobertas impressionantes sobre biodiversidade reveladas por... moscas. Sim, moscas!

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Tudo isso sob o mesmo guarda-chuva de um conceito que me encanta: HEINEKEN Spin, o ecossistema de negócios de impacto da companhia, que vem mostrando que é possível unir performance, regeneração e legado.

72 microbacias e 21 milhões de litros de esperança

A primeira parada dessa história é Itu, no interior paulista. É ali que a HEINEKEN, em parceria com a Rizoma Agro, construiu 72 microbacias — as famosas barraginhas — para captar e reter água da chuva.
O resultado? Até 21 milhões de litros de água armazenados por estação chuvosa, infiltrando-se lentamente no solo e alimentando os lençóis freáticos que dão vida ao Rio Tietê, um dos mais simbólicos do estado.

“Adotar soluções baseadas na natureza, como as microbacias, é parte da nossa estratégia de sustentabilidade. É um investimento que melhora a produtividade agrícola e, ao mesmo tempo, fortalece o equilíbrio hídrico da região”, explicou Mauro Homem, vice-presidente de Sustentabilidade & Assuntos Corporativos do Grupo HEINEKEN.

Essa fazenda não é apenas produtiva — é um laboratório vivo de agricultura regenerativa. São 200 mil mudas plantadas em 142 hectares, com previsão de alcançar 800 hectares até 2030, combinando espécies nativas da Mata Atlântica com cultivos de citrus orgânico.
O impacto é duplo: regenerar o solo e remover 500 mil toneladas de carbono em 25 anos, além de criar oportunidades para 120 novos trabalhadores rurais.

Quando a natureza ganha, todo mundo ganha.

foto de pé de limão, remete a matéria HEINEKEN Spin: impacto em movimento
É ciência, natureza e impacto caminhando lado a lado - Foto: Ilustrativa/Freepik
Belém e a microfloresta da COP30: um legado que nasce verde

Avançando para o Norte, chegamos a Belém do Pará, futura sede da COP30, onde a HEINEKEN — em parceria com a Prefeitura de Belém — acaba de anunciar a criação de uma microfloresta urbana como legado da conferência.

O projeto, desenvolvido com o paisagista Ricardo Cardim, vai plantar mais de mil mudas de 35 espécies nativas da Amazônia. Não é só um gesto simbólico. É uma forma poética e concreta de aproximar a floresta das pessoas, ressignificando o espaço urbano e criando núcleos de biodiversidade no coração das cidades.

Como disse o prefeito Igor Normando, “estamos somando esforços e fortalecendo políticas públicas para garantir qualidade de vida à população. Esse é o caminho: parcerias que fazem Belém crescer de forma mais verde e equilibrada.”

A microfloresta faz parte da plataforma Green Your City, lançada pela Heineken em 2021, que mistura sustentabilidade, cultura e música para transformar a relação das pessoas com as cidades.
E o simbolismo não poderia ser maior: uma marca global que decide plantar raízes — literalmente — na Amazônia, deixando um legado perene da COP30.

DNA em moscas e o renascimento da vida selvagem

Mas talvez a parte mais fascinante dessa história venha novamente de Itu, e ela envolve... moscas.
Um estudo inédito conduzido pela Rizoma Agro e o Instituto BioCGen analisou o DNA presente no trato digestivo desses insetos — uma técnica científica chamada iDNA (DNA derivado de invertebrados) — para identificar espécies que vivem na fazenda da HEINEKEN.

foto de cientista coletando dna de mosca, remete a matéria Heineken: quando a natureza brinda o futuro
Estudo inovador usando DNA de moscas revelou a presença de espécies silvestres raras - Imagem gerada por IA - Foto: Ilustrativa/Divulgação

E o resultado é de arrepiar: foram detectadas espécies silvestres raras como a onça-parda (Puma concolor), a anta (Tapirus terrestris) e três espécies de primatas nativos da Mata Atlântica.
Esses dados provam que o ambiente regenerado voltou a ser lar para animais que haviam desaparecido da região.

“Essa é uma ferramenta valiosa para mensurar, com precisão científica, os avanços da agricultura regenerativa na promoção da biodiversidade”, explica Osvaldo Stella Martins, Chief Sustainability Officer da Rizoma.
E Pedro Galetti, CEO do BioCGen, completa: “O uso das ferramentas moleculares no levantamento da biodiversidade é uma realidade crescente, e os resultados comprovam a eficiência destas tecnologias na conservação da fauna e de seus serviços ecossistêmicos.”

Confesso que, ao ler esse estudo, senti algo que vai além do encantamento científico — uma esperança palpável de que a reconciliação entre produção e natureza é possível, desde que haja compromisso, inovação e amor pelo planeta.

Um brinde à regeneração

A HEINEKEN, conhecida mundialmente por brindar bons momentos, está agora brindando a vida em todas as suas formas — das raízes de uma microfloresta ao voo das moscas que revelam segredos da biodiversidade.

Essas ações, embora distintas, compõem uma mesma narrativa: a de uma empresa que entende seu papel como agente de transformação ambiental e social.
De Itu a Belém, da água ao carbono, da ciência à cultura — o Grupo HEINEKEN mostra que a sustentabilidade pode ser, sim, um brinde ao futuro.

E eu, sinceramente, levanto meu copo (de vidro retornável, claro!) a isso.

foto de copo da heineken com o por do sol ao fundo
Heineken: uma verdadeira sinfonia entre natureza, ciência e propósito - Imagem gerada por IA - Foto: Ilustrativa/Divulgação

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