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Escrito por Neo Mondo | 9 de agosto de 2025
O novo licenciamento ambiental sancionado por Lula equilibra desenvolvimento e preservação, protegendo biomas e povos tradicionais - Foto: Divulgação
POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Sinceramente, deu um alívio ao saber que, ontem (8 de agosto de 2025), o presidente Lula sancionou a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental — aquela que vinha sendo chamada de “PL da Devastação” — mas fez 63 vetos bem estratégicos. Foi um baita movimento político, mas também um gesto de cuidado com o nosso verde, com as pessoas que vivem na floresta, com as normas e com o futuro do país.
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Os vetos foram firmes, com os seguintes alicerces:
Para ajustar o que foi vetado, o Planalto enviou um novo projeto de lei com urgência constitucional e editou uma Medida Provisória que coloca em prática imediatamente a chamada Licença Ambiental Especial (LAE). Essa licença acelera projetos estratégicos, mas respeita a exigência de etapas — nada de aprovação simplificada num passe de mágica.
Porque trata-se de um abraço à complexidade e à urgência. Sim, o país busca desenvolver infraestrutura e gerar emprego — isso é justo. Mas, e daí? Com isso vem a responsabilidade: respeitar a natureza, povoar os territórios tradicionais de esperança, cuidar da floresta que nos rega.
Isso aqui é um pouco do que eu senti hoje: um suspiro de otimismo. Não é sobre apagar o progresso, mas combinar progresso com preservação. Aquela sensação de que podemos crescer, sem estourar nosso planeta ou negar quem vive debaixo das árvores e no topo das colinas.

Esperança, gente. É nela que seguimos. Um passo até aqui: susto, cuidado, equilíbrio — e agora, todos juntos, torcendo para que a lei vire vida, vibrante, cheia de futuro pra todos.
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