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Da tinta ao canto do uru: Posigraf imprime futuro na Mata Atlântica

Escrito por Neo Mondo | 8 de dezembro de 2025

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Lucas Guimarães, presidente do Grupo Positivo - Foto: Divulgação/Posigraf

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO

Entre máquinas de alta tecnologia e o sussurro das araucárias centenárias, vivi uma jornada que mostrou como a indústria gráfica pode ser — sim! — guardiã da biodiversidade e aliada da descarbonização

Uma terça-feira para lembrar que futuro se faz hoje

02 de dezembro. Um dia que começou com o ronco contínuo de máquinas de impressão e terminou embalado pelo canto misterioso do uru no coração da Mata Atlântica.

Fui convidado pela Posigraf, gráfica do Grupo Positivo, para viver uma experiência que, confesso, me surpreendeu em muitos níveis: um press trip que une indústria e floresta, tecnologia e ancestralidade, inovação e conservação.

Leia também: Reserva do Uru: quando a natureza se torna parceira estratégica dos negócios

A pergunta que não saía da minha cabeça era simples e provocadora:

Como uma gráfica pode ser protagonista da sustentabilidade?

Pois a Posigraf responde com fatos — e com floresta viva.

Manhã na Posigraf: quando sustentabilidade deixa de ser discurso e vira processo

Começamos conhecendo um negócio que imprime milhões de páginas todos os anos — e que ao mesmo tempo reduz emissões, elimina resíduos de aterros e protege mata nativa.

A empresa é uma referência global em gestão ambiental na indústria gráfica:

Primeira gráfica brasileira com ISO 14.001
Primeira do setor com certificação LIFE (biodiversidade integrada ao negócio)
Carbono neutro — antes do prazo estabelecido
100% energia eólica e hidrelétrica desde 2022
Aterro Zero — nada vai para lixão

Eu, como jornalista e alguém que acompanha de perto a agenda ESG, saí dessa primeira parte com a sensação de que ali a transição ecológica não é powerpoint: é medição, é transparência, é prioridade estratégica.

E tem poesia nessa história:
A Posigraf criou a essência da Mata do Uru, traduzindo o cheiro da biodiversidade que protege em notas de acículas de araucária, musgo e cachoeira.

Sim, eu senti — e é como respirar natureza em plena fábrica.

Tarde na Mata do Uru: onde a biodiversidade escreve a próxima página

À tarde, viajamos até a histórica Lapa, no Paraná, para conhecer a RPPN Mata do Uru, uma reserva de 129,6 hectares de floresta com araucárias — um dos biomas mais ameaçados do Brasil.

Ali, o clima muda, a luz muda, o ritmo muda.
A floresta nos ensina a respirar mais devagar.

Alguns números que arrepiam:

+573 espécies de flora
41 mamíferos (incluindo puma (onça parda) e jaguatirica)
34 nascentes e 40 rios protegidos
Trilha das Araucárias: 653 metros de imersão sensorial
+5 mil visitantes em educação ambiental

E tudo isso existe porque, desde 2003, a Posigraf já destinou mais de R$ 2 milhões para conservação dentro do Programa de Desmatamento Evitado (PDE), desenvolvido pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educaçã Ambiental (SPVS).

Indústria financiando floresta.
Floresta compensando emissões.
Ciclo virtuoso acontecendo.

O Guardião que dá nome à mata

O uru-capoeira, é uma ave discreta, territorialista e praticamente invisível. Seu canto anuncia a chegada da noite, como um relógio da natureza.

Descobri ali que uma de suas subespécies está criticamente ameaçada.
Que proteger a Mata do Uru é também proteger o cantor que dá nome à mata — e uma melodia que pode desaparecer.

E sentir isso de perto mexe com a gente.

Da família Campanholo ao legado eterno

A floresta que hoje tem status de RPPN nasceu do sonho de Gabriel Campanholo, que plantou mais de 80 mil pinhões para garantir a perpetuidade das araucárias.

Ele não viveu para ver a reserva reconhecida, mas seu legado reverbera em cada tronco, cada epífita, cada nascente protegida.

E eu senti como esse tipo de história devolve fé na humanidade.
O que fazemos hoje pode atravessar gerações. Parafraseando o general Maximus, de “O Gladiador”: "o que fazemos em vida — ecoa na eternidade".

Um modelo que deveria ser regra, não exceção

O que testemunhei me fez mudar uma convicção profissional:
não basta cobrar das empresas.
Precisamos também amplificar quem está fazendo diferente.

A Posigraf prova que:
Lucro e floresta podem coexistir
Indústria pode ser agente de restauração
Biodiversidade pode ser parte do core business

Não existe negócio saudável em um planeta doente.

E ali, no meio da mata, isso deixa de ser frase de efeito e vira realidade que pulsa.

foto da mata do uru, remete a matéria Da tinta ao canto do uru:  como a Posigraf imprime futuro na Mata Atlântica
Mata do Uru -  Foto: Rodolfo Buhrer
Saí transformado

Voltei para casa com o tênis sujo de terra e a cabeça cheia de novas perguntas — e esperança.

Se uma gráfica pode preservar uma floresta,
o que cada um de nós ainda está deixando para amanhã?

Esse press trip me lembrou que sustentabilidade não é uma área, é uma decisão.
É feita de escolhas que deixam marcas — positivas ou irreversíveis.

Na Posigraf, vi escolhas que plantam futuro.
E ouvi um pássaro me contar que ainda dá tempo.

uru… uru…
A natureza chamando.
Você está ouvindo?

Ouça AQUI o canto do uru.

Clique AQUI e faça um tour virtual pela Mata do Uru.

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