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Estudo avalia como moradores de Unidades de Conservação percebem a sustentabilidade da caça nesses locais

Escrito por Neo Mondo | 6 de maio de 2022

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Pesquisadores do ICMBio e colaboradores entrevistaram 211 pessoas que moram dentro ou no entorno de nove UCs de Uso Sustentável na Amazônia - Foto: Jacaré-açu/Divulgação

POR - AGÊNCIA FAPESP / NEO MONDO

Pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e colaboradores entrevistaram 211 pessoas que moram dentro ou no entorno de nove Unidades de Conservação (UCs) na região amazônica com o objetivo de avaliar como elas percebem a sustentabilidade da caça de subsistência praticada nesses locais.

Foram incluídas na pesquisa apenas as UCs de Uso Sustentável – que têm como missão promover a preservação ambiental aliada à exploração sustentável dos recursos naturais e que compreendem cerca de 40% das áreas protegidas em florestas tropicais ao redor do mundo.

O trabalho tem entre os autores Ronaldo Gonçalves Morato, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap-ICMBio) e de um projeto sobre o tema apoiado pela FAPESP.

Os resultados, publicados no Journal for Nature Conservation, indicam que a distância de centros urbanos e a disponibilidade de proteína de origem aquática foram os fatores que mais influenciaram as respostas dos participantes da pesquisa.

Segundo os autores, portanto, a geografia local é mais importante que o nível de proteção legal para determinar a percepção de moradores sobre a sustentabilidade da caça em comunidades da Amazônia.

Entre as recomendações do estudo destacam-se: a necessidade de incentivar políticas públicas que visem à redução do consumo urbano de carne de caça; melhorar o manejo de recursos pesqueiros em comunidades localizadas em várzeas ou próximas a grandes rios; e manejo da base comunitária da caça de subsistência nas comunidades com baixo acesso a proteína aquática.

Peixe pintado - Foto: Divulgação

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