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Bracell aposta em drones termais para proteger florestas e revolucionar o combate a incêndios

Escrito por Neo Mondo | 11 de setembro de 2025

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Tecnologia a serviço da floresta! - Imagem gerada por IA - Foto: Ilustrativa/Divulgação

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO

Com inteligência, tecnologia e paixão pela conservação, empresa eleva a segurança florestal no interior de São Paulo e cria um novo padrão para prevenção de queimadas

Quando tecnologia encontra a floresta

Imagine o cenário: noite escura, baixa visibilidade e uma imensa área de floresta plantada. No passado, detectar um foco de incêndio nessas condições era quase impossível sem que o fogo já estivesse avançado. Mas desde 2024, a Bracell — uma das líderes globais na produção de celulose solúvel — decidiu virar esse jogo usando uma ferramenta que parece saída de um filme futurista: drones termais, ou VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados).

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Esses drones não são apenas “brinquedos voadores”. Eles são equipados com câmeras térmicas de alta precisão, capazes de identificar padrões de calor mesmo em situações de baixa visibilidade — seja no meio da fumaça, à noite ou em áreas de difícil acesso. Isso significa que eles enxergam aquilo que os olhos humanos não conseguem. E mais do que enxergar, eles dão o alerta antes que o incêndio se transforme num desastre.

Para quem já viu de perto os impactos devastadores de queimadas — perda de biodiversidade, emissões de carbono e riscos para comunidades locais — sabe o quanto uma resposta rápida faz diferença. É uma questão de minutos, às vezes de segundos.

Números que contam uma boa história

Entre junho de 2024 e agosto de 2025, os drones da Bracell acumularam cerca de 16 horas de voo e registraram 34 focos de incêndio. E aqui vem o ponto-chave: todos foram rapidamente controlados. Em vez de enfrentar incêndios de grandes proporções, a empresa lidou com pequenos focos, o que reduziu custos, impactos ambientais e até riscos para a equipe de brigadistas.

Esses números mostram que a tecnologia não está ali só para “ficar bonita em release de imprensa”. Ela está entregando resultados concretos e mensuráveis. Aliás, esse é um ponto que precisa ser dito: prevenção é muito mais barata (e inteligente) do que apagar incêndios depois que eles fogem do controle.

Se olharmos para os últimos anos, vemos uma escalada de queimadas no Brasil, principalmente em períodos de estiagem mais severos, impulsionados pelas mudanças climáticas. A iniciativa da Bracell é um exemplo de como o setor privado pode e deve liderar soluções para esse desafio.

A guerra contra o fogo é 24/7

Os drones são apenas uma parte de um verdadeiro “exército verde” montado pela Bracell. A empresa mantém uma central de monitoramento que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, conectada a 23 torres de vigilância espalhadas pelo município de Lençóis Paulista (SP). Essas torres são equipadas com câmeras de alta resolução e visão 360°, garantindo que nada passe despercebido.

Quando um foco de calor é detectado, seja pelas torres ou pelos drones, a equipe de resposta é acionada imediatamente. Caminhões-pipa, pickups 4x4, helicóptero e brigadistas bem treinados entram em ação com precisão cirúrgica. Isso não é só sobre apagar incêndios, é sobre agir de forma coordenada, segura e rápida — algo que pode significar salvar milhares de hectares de floresta.

E não para por aí. A Bracell também investe em aceiros, aquelas faixas de terra sem vegetação que funcionam como barreiras para o avanço do fogo, além de estradas de acesso, capacitação constante de brigadistas e equipamentos de última geração, como sopradores e motobombas. É uma operação digna de um filme de ação — só que com final feliz para a natureza.

imagem gerada por ia, mostra infográficos mostrando esses números (16h de voo, 34 focos identificados, 23 torres de monitoramento), remete a matéria Bracell aposta em drones termais para proteger florestas e revolucionar o combate a incêndios
A empresa mantém uma central de monitoramento que funciona 24 horas por dia - Imagem gerada por IA - Divulgação

ESG na prática: não é discurso, é ação

Se tem uma palavra que define essa iniciativa, é consistência. Em tempos em que muitas empresas falam de ESG apenas para constar no relatório anual, a Bracell mostra como é possível transformar discurso em prática. Prevenir queimadas não é só uma obrigação ambiental; é uma estratégia de negócio inteligente.

Queimadas descontroladas podem comprometer a produtividade, gerar prejuízos milionários e desgastar a imagem de uma empresa. Ao investir em tecnologia e em pessoas, a Bracell está mostrando para o mercado que é possível alinhar lucratividade, segurança e sustentabilidade. Isso não é apenas bom para a floresta; é bom para o planeta e para os negócios.

O recado é claro: o futuro das operações florestais precisa ser mais tecnológico, mais integrado e mais humano. E esse movimento precisa se espalhar para outros setores — do agronegócio à mineração, passando por energia e logística.

Por que isso importa para todos nós

Pode parecer que esse é um tema restrito ao interior de São Paulo, mas não é. Cada incêndio que é prevenido significa menos emissões de CO₂, menos impacto na biodiversidade e mais resiliência para os ecossistemas. Em outras palavras, significa um planeta um pouquinho melhor para todos nós.

E aqui vai uma reflexão pessoal: é inspirador ver uma empresa investindo nesse nível de sofisticação para proteger o que importa. A gente fala tanto sobre mudança climática e sobre como o futuro é incerto, mas quando vejo projetos como esse, tenho esperança de que estamos caminhando na direção certa.

A tecnologia por si só não é a solução mágica para os desafios ambientais — mas quando combinada com estratégia, ciência e vontade de fazer a diferença, ela se torna uma aliada poderosa. E talvez seja exatamente disso que a gente precisa para atravessar essa década crítica para o clima.

Quer conhecer mais sobre o projeto e outras iniciativas da Bracell? Visite o site oficial da empresa.

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