Para que doenças migrem de uma espécie a outra, um patógeno precisa superar uma série de peneiras, como por exemplo, a quantidade de vírus disponível ao hospedeiro (também conhecido como pressão do patógeno) e o comportamento entre humano e vetor, que determina probabilidade, rota e dose de exposição. “Se temos um maior contato com animais – seja por meio da caça ou da criação – e não tomamos as devidas precauções sanitárias, os patógenos vencem mais uma barreira também”, afirma Marco Mello, biólogo e professor do Instituto de Biociências (IB) da USP. “O
spillover é um fenômeno frequente na natureza, mas a migração de animais e humanos é mais rara”, explica Mello. “Febre amarela, ebola e HIV são exemplos de
spillover e que já causaram muitas mortes.”
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