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Escrito por Neo Mondo | 16 de outubro de 2022
Cerca de 1 bilhão de toneladas de alimentos são perdidos ou desperdiçados a cada ano - Foto: Agência/Getty Images
POR - REDAÇÃO NEO MONDO
Neste domingo, dia 16 de outubro, o calendário marca o Dia Mundial da Alimentação. É uma oportunidade de conscientização sobre a fome e o papel das organizações em questões relativas à nutrição. Nesse contexto, iniciativas de impacto positivo no Brasil trilham caminhos para enfrentar o desperdício de alimentos, um dos grandes agravantes da escassez de comestíveis para um grande contingente de pessoas no planeta.
Segundo a pesquisa Vigisan (Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia Covid-19 no Brasil) de junho deste ano, mais da metade da população brasileira (58,7%) se encontra em situação de insegurança alimentar, ou seja, não possui acesso físico, econômico e social a alimentos saudáveis e de qualidade para fazer todas as refeições necessárias. Para atuar nessa causa e apresentar soluções para o problema, foi criado o Programa Ecco Comunidades, parceria do Instituto BRF com o Quintessa, aceleradora de impacto positivo que é referência em inovação aberta, e o Prosas, plataforma de seleção e monitoramento de projetos sociais.
O programa apoiou projetos que se dividem em 5 grandes frentes de atuação. Eles foram implementados em modo piloto em 5 municípios brasileiros nos quais a BRF está presente.
Os 5 caminhos para a redução de perdas e desperdícios de alimentos implementados pelo Programa Ecco Comunidades são os seguintes:
1. Redistribuição de alimentos
A estratégia consiste em implementar uma rede que conecte organizações em que há sobras de alimentos com outras que as distribuam. Dessa maneira, é possível promover o fornecimento de comestíveis para populações em situação de vulnerabilidade social. Esse trabalho de conexões é realizado pela startup Connecting Food em Lucas do Rio Verde (MT).
2. Redução de perdas com produtos vencidos
Alimentos próximos do vencimento podem ser distribuídos por supermercados, mercadinhos, padarias, atacado e varejo em geral para organizações sociais. O desafio é viabilizar a estruturação dessa malha de redistribuição. A missão foi abraçada pela startup Why Waste em Rio Verde (GO).
3. Produção de refeições para população em situação de vulnerabilidade
Trata-se de uma corrente de impacto positivo que movimenta vários elos. Varejistas e indústrias doam produtos próximos do vencimento. Eles são usados para o preparo de refeições, o qual é realizado por famílias que, com esse trabalho, adquirem uma renda extra. Os pratos produzidos alimentam famílias em situação de vulnerabilidade social. Quem comanda um projeto de combate à fome nesses moldes é a startup Eats for You, em Uberlândia (MG).
4. Gestão da alimentação escolar
Aumentar a qualidade das refeições e diminuir o desperdício de alimentos nas escolas. Essa é uma jornada e tanto na luta contra a desnutrição infantil. Percorrer esse caminho envolve ferramentas de automação de cardápios e capacitação de cozinheiras e cozinheiros nas instituições de ensino. A startup Lemobs implementou um projeto-piloto que empreende essas atividades em Dourados (MS).
5. Informação e educação no combate ao desperdício
Aprender como utilizar integralmente os alimentos é fundamental para evitar o desperdício. A informação precisa ser transmitida em uma linguagem simples para a base da pirâmide social, valendo-se de recursos como cursos online e aplicativos. Muitas vezes, o conteúdo acadêmico relacionado ao tema precisa ser transposto para formatos mais acessíveis. Ações desse tipo foram implantadas pela startup Já Entendi em Nova Mutum (MT).

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