Ciência e Tecnologia Destaques Emergência Climática Meio Ambiente Segurança Sustentabilidade
Escrito por Neo Mondo | 19 de setembro de 2022
Imagem - Pixabay
POR - AGÊNCIA CONVERSION, PARA NEO MONDO
Estima-se que o buraco descoberto seja tão antigo quanto o da Antártida, mas sua extensão pode ser de 7 a 8 vezes maior
Cientistas de uma universidade do Canadá encontraram mais um buraco na camada de ozônio. Através de um estudo realizado ao longo de aproximadamente duas décadas, os estudiosos chegaram à conclusão que existe uma outra abertura na camada de ozônio, localizada na região dos trópicos. Com uma perda de ozônio semelhante à encontrada no buraco da Antártida, o novo buraco tropical possui algumas particularidades que o tornam um pouco mais preocupante.
Desde a década de 80, cientistas e ambientalistas chamam a atenção para os efeitos do aquecimento global. Um dos principais pontos que alimentou esse discurso foi a descoberta de um buraco na camada de ozônio, localizado na Antártida, provocado pela ampla utilização dos chamados CFCs (clorofluorcarbonos). Esse componente químico era encontrado em aerossóis e aparelhos de refrigeração, e diversos acordos internacionais foram firmados para proibir sua emissão, como o Protocolo de Montreal, para proteger a camada de ozônio e conter o avanço do problema.
Nova falha mais próxima ao Brasil
Entretanto, em julho deste ano, um novo estudo elaborado por Qing-Bin Lu, da Universidade de Waterloo, no Canadá, divulgou a descoberta de outra fissura na camada de ozônio em um local muito mais próximo de nós. Segundo a publicação da AIP Advances, estima-se que esse buraco seja tão antigo quanto aquele do Polo Sul, mas este encontra-se localizado na região dos trópicos.
O buraco possui uma perda de ozônio de aproximadamente 25%, como o buraco da Antártida; apesar disso, estima-se que sua extensão seja de 7 a 8 vezes maior. Enquanto o buraco da Antártida é sazonal e se intensifica durante a primavera, nos meses de setembro e outubro, o buraco tropical não possui essa característica e está aberto durante todo o ano, trazendo um alerta ainda maior.
Consequências da nova falha
Uma abertura dessa extensão, localizada entre os trópicos, pode acarretar em graves problemas. Essa é a região que abriga mais da metade de toda a população mundial, e a maior incidência de raios ultravioleta (UV) pode ter sérios efeitos na saúde das pessoas e do próprio ecossistema. Além de aumentar a probabilidade de doenças como câncer de pele, catarata e baixa imunidade em humanos, a produção agrícola pode ser prejudicada, assim como a vida marinha.
Com a descoberta dessa nova falha na camada de ozônio, aumenta a procura por formas alternativas de tentar amenizar o problema. A conscientização é muito importante para entender o que está acontecendo com o planeta, assim como buscar hábitos mais sustentáveis de produção de energia, como a substituição dos combustíveis fósseis (derivados de petróleo, carvão, etc.) pelo investimento em energias renováveis, como assinatura de energia solar ou energia eólica.

Semente de planta comum no Brasil mostra potencial para remoção de microplásticos da água
Bioinsumo à base de microalgas pode reduzir a dependência de fertilizantes agrícolas