Ciência e Tecnologia Destaques Emergência Climática Saúde Segurança Sustentabilidade
Escrito por Neo Mondo | 16 de agosto de 2021
Durante muitos anos, a contratação de seguros foi vista como uma espécie de “mau agouro”. Tempos depois, passou a ser encarada como “um mal necessário”. Recentemente, no entanto, em vez da conexão com coisas negativas, o seguro vem sendo entendido como uma forma de proteção, especialmente em tempos marcados por incertezas. Com a pandemia de COVID-19, que levou muitas pessoas a trabalhar em casa, o seguro ganhou o status de ferramenta capaz de facilitar o dia a dia. E o reflexo disso já aparece nas estatísticas do setor. De acordo com a Confederação Nacional de Seguros, a venda de apólices residenciais cresceu 6,1%, no ano passado.
Uma das empresas que têm aproveitado este bom momento é a Bradesco Seguros, cuja carteira cresceu 25% neste nicho. “Estamos em um momento de mudança de percepção do setor”, diz Rodrigo Herzog, superintendente de operações da Bradesco Seguros. “As pessoas começam a enxergar o seguro por sua capacidade de resolver problemas do cotidiano”. Uma boa amostra disso é o avanço do volume mensal de chamadas à central da Bradesco Seguros, que passou de cinco mil, em setembro de 2019, para 15 mil, em julho deste ano.
Para se diferenciar da concorrência, as empresas vêm adotando estratégias ousadas. Afinal, o pacote encanador, chaveiro e reparos domésticos já não empolga mais os potenciais clientes. A Bradesco Seguros, por exemplo, decidiu ancorar sua atuação nos pilares ESG, sigla em inglês para meio ambiente, social e governança corporativa. Nos últimos dois anos, os principais investimentos têm acontecido no “E”, de Environment (meio ambiente, em inglês), especialmente nas vertentes de apoio e promoção da reciclagem, do descarte correto e da redução do uso de recursos naturais.
Para dar conta do primeiro quesito, a seguradora se associou à Ecoassist, encarregada da coleta de produtos eletrônicos, eletrodomésticos e móveis danificados ou em desuso. “No ano passado, reciclamos 16 toneladas de produtos retirados das casas dos segurados”, conta o executivo. Segundo ele, 95% foram destinados para reciclagem, enquanto o restante foi entregue para bazares de ONGs, como o Centro Espírita Allan Kardec, a Casa André Luiz e o Instituto Sustex Moda.
Rodrigo Herzog, superintendente de operações da Bradesco Seguros - Foto: Divulgação
Foto - PixabayINSIDER transforma borra de café em material alternativo ao couro
David Attenborough: um século de escuta