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No Dia Estadual da Baía de Guanabara, Museu do Amanhã discute o cenário socioambiental e os desafios da despoluição

Escrito por Neo Mondo | 17 de janeiro de 2020

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Museu do Amanhã - Foto: Divulgação

POR - APPROACH COMUNICAÇÃO / NEO MONDO

 
Atividade “Óleo na Guanabara – 20 anos” tem entrada gratuita e vai relembrar um dos maiores desastres ambientais do país com bate-papo realizado no sábado, 18 de janeiro
Há 20 anos, um derramamento de óleo causado pelo rompimento de um duto que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao Terminal da Ilha D'Água mudou completamente o cenário socioambiental da história da Baía de Guanabara. Mais de 1,3 milhão de litros de óleo combustível se espalharam pelas águas, contaminando areias, costões, muros de contenção, pedras e lajes. No dia Estadual da Baía de  Guanabara, 18 de janeiro, o Museu do Amanhã vai relembrar o desastre em um bate-papo com o ambientalista e secretário Municipal de Planejamento de Niterói, Alex Grael, e o procurador da República Renato Machado. O encontro acontece entre 11h e 13h30, no Observatório do Amanhã, e vai debater a governança do petróleo e os desafios enfrentados para a despoluição da Baía. Somente em 2018, por exemplo, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foi acionado 21 vezes para ocorrências de vazamentos de óleo. "A indústria do óleo e do gás, fundamental para o Rio, tem usado a Baía de Guanabara há décadas, mas lamentavelmente a segurança da população e do ecossistema nem sempre foi tratada com o cuidado necessário. É fundamental um debate sobre novos paradigmas que aliem ecoturismo, resiliência costeira e atividades econômicas diversas", diz o editor de Conteúdo e Sustentabilidade do Museu, Emanuel Alencar. A vida da Baía de Guanabara, dos mares e dos oceanos é um dos macrotemas que vão guiar a programação do Museu do Amanhã em 2020, antecipando as ações da instituição para a Década dos Oceanos das Nações Unidas, que começa em 2021. Presente na exposição de longa duração do museu, no interativo Baías de Todos Nós, a Baía de Guanabara também foi tema de um encontro em outubro do ano passado que reuniu representantes do museu, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), entidades, organizações e líderes da sociedade civil para a elaboração coletiva de um plano de ação e metas para a Baía de Guanabara e todo o seu entorno. O Observatório da Baía de Guanabara vai utilizar dados públicos para monitorar as condições da Baía e criar propostas para a sua preservação. O encontro de sábado é a primeira das atividades relacionadas ao tema em 2020 e está com inscrições abertas no site no site do Museu do Amanhã (www.museudoamanha.org.br). Classificação etária livre.
Baía de Guanabara - Foto: Divulgação

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