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Escrito por Neo Mondo | 27 de fevereiro de 2019
O secretário-geral da ONU destacou que a vasta maioria dos detidos e atacados é de jornalistas trabalhando em seus próprios países e comunidades. No geral, “a maioria dos jornalistas e membros da mídia mortos, feridos ou detidos estavam cobrindo política, crime, corrupção e direitos humanos”, e não conflitos.
Descrevendo esta situação como “revoltante”, o chefe da ONU afirmou que, “quando jornalistas são alvo, sociedades como um todo pagam o preço”, à medida que “nenhuma democracia está completa sem liberdade da imprensa”.
Ao descrever a importância do jornalismo e da mídia para a paz e a justiça, e para o trabalho das Nações Unidas, Guterres prestou homenagem às pessoas que vão “aos lugares mais perigosos do planeta para nos trazer informações importantes, para dar voz às pessoas que estão sendo ignoradas e abusadas, e para responsabilizar os poderosos”.
“Nos dois anos desde que me tornei secretário-geral, a mídia trouxe à tona dramáticos sofrimentos em zonas de conflito, grandes casos de corrupção e nepotismo, limpezas étnicas, violência sexual premeditada e com base em gênero e mais, de cada canto do globo”, disse Guterres. “Em alguns casos, estes relatos foram base para investigações de observadores independentes e de jornalistas de direitos humanos”.
A Assembleia Geral da ONU, o Conselho de Segurança e o Conselho de Direitos Humanos condenaram ataques a jornalistas e expressaram apoio à liberdade da imprensa através de diferentes processos, incluindo o Plano de Ação da ONU para a Segurança de Jornalistas e a Questão de Impunidade. Além disso, a Assembleia Geral da ONU escolheu o dia 2 de novembro como Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas.
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