Com as várias ações, Francyne incentiva desde 2010 a formação de novos pesquisadores antárticos e busca empoderar meninas e mulheres para as carreiras científicas. “Eu acredito que o primeiro passo que todos nós temos que dar para termos mais mulheres de destaque no mundo é deixar que as meninas escolham ser o que quiserem, inclusive pesquisadoras. As mulheres têm muito mais graduações que os homens, mas somente 29% delas se tornam cientistas no mundo e apenas 7% dos ganhadores do prêmio Nobel são mulheres”, afirma a bióloga. Ela explica que as poucas meninas que têm coragem de assumir sua vontade de se tornarem pesquisadoras enfrentam o mundo ao seu redor as desencorajando a estudar ciências. “Essas que superam e entram na faculdade, muitas vezes, não terminam porque são desanimadas por professores ou escutam dos amigos palavras que desmotivam e desistem”, completa.
Ela lembra que muita coisa mudou e as mulheres não precisam mais passar pelo que a pesquisadora Dawn Rodney passou na década de 50, quando o chefe de um projeto a convidou para ir à Antártida e ela teve que ser aprovada pelos colegas de expedição e suas esposas para poder participar da expedição. Segundo Francyne, grande parte das mulheres da área ainda escuta que mulheres no laboratório ou no navio perturbam a paz e tiram a concentração dos homens. “Até a década de 80, havia diretoras de institutos que proibiam mulheres de irem para a Antártida”, afirma.
Outro motivo pelo qual as meninas não se interessam em ser pesquisadoras é a falta de modelos e exemplos de mulheres cientistas – elas não têm em quem se espelhar e continuam achando que cientista é “aquele homem branco com cara de louco”. “Este cenário está mudando aos poucos com as redes sociais apresentando pesquisadoras”, destaca. Francyne lembra que na pandemia a maioria dos pesquisadores que tiveram destaque na descoberta do DNA do vírus, da vacina e de medicamentos foram mulheres. “As mulheres precisam se unir para mudar este cenário, praticando sororidade e ajudando mais mulheres cientistas, divulgando seus trabalhos e incentivando meninas a estudarem ciências”, finaliza.
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