Escrito por Neo Mondo | 2 de maio de 2017
Esse foi o resultado do trabalho realizado por alunos de escolas de ensino público de Guaraqueçaba, que analisaram a água do rio Morato em dois pontos distintos: em uma área dentro da reserva e em uma área fora da reserva, próxima à na comunidade de Morato. Os alunos fazem parte do programa Guardiões da Natureza, ação realizada pelo Batalhão da Força Verde da Polícia Militar Ambiental do Paraná cujo objetivo é formar e educar alunos sobre conservação da natureza.
O trabalho consistiu em avaliar a qualidade da água, observando a quantidade de elementos químicos como nitrito, comparando os resultados com os parâmetros estabelecidos pelo do Conama. Para isso, os alunos participantes usaram kits, doados pela Fundação Grupo Boticário, administradora da Reserva Natural Salto Morato, com reagentes e réguas que permitiram uma análise simples, mas de eficácia comprovada. A atividade foi conduzida pela bióloga Maiara Elias, integrante do programa de voluntários da reserva, o qual possibilita a profissionais vivenciarem o dia a dia de unidade de conservação, desenvolvendo uma série de ações, entre elas atividades de educação ambiental.
Na coleta realizada dentro da reserva, a água apresentou índices de nitrito abaixo de 7,5 mg/l, valores dentro do permitido. Já a coleta que foi feita fora da reserva apresentou índices de nitrito com variações entre 7,5 mg/l a 15 mg/l, fora dos parâmetros estabelecidos pelo Conama. O teste do nitrito é um parâmetro simples, mas de fundamental importância na verificação da qualidade da água para consumo, pois sua presença é um indicativo de contaminação recente, procedente de material orgânico vegetal ou animal.
“A atividade mostra de forma clara o papel que as áreas protegidas exercem para garantir água de boa qualidade”, afirmou Marion Bartolamei Silva, coordenadora de Áreas Protegidas da Fundação Grupo Boticário. Segundo Marion, os resultados desse trabalho serão apresentados à população da comunidade próxima à Reserva NaturalSalto Morato para conscientizar sobre os efeitos nocivos que o despejo de esgoto, lixo e outros dejetos causam à água. “Queremos envolver os moradores para que eles preservem esse recurso natural indispensável à vida, mas que corre o risco de ficar escasso”, disse.
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