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Escrito por Neo Mondo | 8 de maio de 2026
Onça-pintada entre o silêncio da vegetação e a força ancestral que ainda resiste nas paisagens da América Latina - Foto: Ilustrativa/Magnific
ARTIGO
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Por - Frineia Rezende, especial para Neo Mondo
Porque um registro em Honduras importa para toda a América Latina
Em fevereiro de 2026, uma armadilha fotográfica de monitoramento (camera-trap) instalada na Serra do Merendón, em Honduras, registrou uma onça-pintada macho, adulta e aparentemente saudável, a 2.200 metros de altitude. A notícia, publicada pela Panthera dia 04 de maio de 2026, seria extraordinária mesmo se fosse apenas uma imagem rara - já que não há como negar que as onças-pintadas são lindas.
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Mas ela é mais do que isso: trata-se do primeiro registro da espécie naquela serra após dez anos, também o registro em maior altitude já confirmado para a onça-pintada em Honduras e de uma evidência relevante; a de que ainda existem passagens ecológicas funcionando em uma paisagem sob fortíssima pressão.
A imagem da chamada “onça das nuvens” carrega uma mensagem muito maior do que a beleza do registro em si. Para a ciência da conservação, registros como esse não indicam apenas a presença pontual de um animal. Sugerem movimento, dispersão e, possivelmente, conectividade entre populações.
Franklin Castañeda, diretor da Panthera em Honduras, interpreta esse indivíduo como “um provável viajante”, não necessariamente como um residente da área. E, para uma espécie que depende de grandes extensões de habitat, disponibilidade de presas e corredores ecológicos, um viajante pode ser uma das melhores notícias possíveis.
A possibilidade de ser “um viajante” pode significar, assim, que este indivíduo consegue se deslocar por uma ampla área e, potencialmente, expandir seu range1.
A Serra do Merendón, que fica na fronteira entre Guatemala e Honduras, integra uma das passagens críticas do Corredor da Onça-pintada, uma rede de habitats que se estende do México ao norte da Argentina. Segundo a Panthera, o indivíduo registrado poderia ter vindo de uma entre quatro populações conhecidas de Guatemala e Honduras.
Em algumas dessas áreas, os números populacionais são muito pequenos (e preocupantes): há estimativas de apenas 10 a 18 indivíduos no Parque Nacional Jeannette Kawas (a cerca de 270 km de distância da Serra do Merendón) e de 20 a 50 no Parque Nacional Pico Bonito (a cerca de 360 km), ambos em Honduras.
Quando as populações chegam a essa escala, a conectividade deixa de ser um conceito técnico e passa a ser uma condição concreta de sobrevivência. Outra questão a ser levada em conta é a distância e a ocupação humana nos possíveis trajetos. Além disso, o range aumenta conforme a necessidade de buscar presas - ou seja, quanto menor o range, mais disponibilidade de alimentos e menor pressão sobre o habitat.
Soy América Latina
A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino das Américas e o grande predador de topo dos neotrópicos. Sua distribuição histórica alcançava desde o sudoeste dos Estados Unidos2 até o norte da Argentina. Hoje, sua presença é mais fragmentada, irregular e ameaçada. Ainda assim, a espécie continua a atravessar uma impressionante diversidade de paisagens latino-americanas, já que a onça-pintada é uma espécie de extraordinária plasticidade ecológica: ocorre de florestas tropicais úmidas a florestas secas, savanas, cerrados, pantanais, manguezais, florestas montanas e paisagens semiáridas; desde que encontre presas, água, abrigo e conectividade suficiente para circular, a pintada estará lá.
Essa amplitude ajuda a explicar por que a espécie se tornou um dos grandes símbolos ecológicos da América Latina - e também por que sua conservação depende de políticas territoriais que ultrapassem fronteiras nacionais e categorias isoladas de proteção. Assim, a onça registrada em Honduras não é apenas uma notícia hondurenha.
Ela fala de uma geografia biológica latino-americana. A mesma espécie que atravessa a América Central também habita a Amazônia, o Pantanal, o Chaco e remanescentes da Mata Atlântica. A onça não reconhece fronteiras nacionais e divisas. Ela reconhece floresta, água, presas, abrigo, silêncio suficiente para circular e territórios humanos capazes de coexistir com sua presença.
Essa dimensão continental torna a onça-pintada uma espécie profundamente latino-americana. Há outros carnívoros com ampla distribuição na região, especialmente a suçuarana ou puma (Puma concolor), que ocorre do Canadá ao extremo sul da América do Sul e possui uma das maiores distribuições entre os mamíferos terrestres do continente. A jaguatirica (Leopardus pardalis) e o jaguarundi (Herpailurus yagouaroundi) também ocorrem em grande parte da América Latina, ainda que tenham porte, ecologia e papéis tróficos3 diferentes.
Mas a onça-pintada ocupa um lugar próprio. Ela é, ao mesmo tempo, presença ecológica e símbolo cultural. Está nas cosmologias indígenas, nas narrativas dos comunidades tradicionais, no imaginário mesoamericano, nas artes, nos nomes de lugares, nas histórias rurais e nas memórias de territórios onde floresta, água e vida selvagem ainda estruturam a experiência humana.

Na cosmologia indígena, por exemplo, a onça-pintada (yawara, jaguaretê)4 é considerada um ser divino. Por exemplo, o deus asteca Tezcatlipoca teria se transformado em onça-pintada após a tentativa de assassinato por ser irmão, o deus Quetzalcóatl.
Inúmeros povos indígenas brasileiros possuem diversos grafismos, que podem ser aplicados no corpo, em objetos e tecidos, representando a natureza em seus territórios. Jawarajuryna, do Povo Asurini do Xingu, por exemplo, significa “pescoço da onça”, fazendo alusão direta à onça-pintada.
A resistência da pintada
De qualquer forma, não se trata de romantizar a espécie, nem de ignorar os conflitos reais que podem ocorrer entre onças, comunidades e produtores rurais. Trata-se de reconhecer que poucas espécies expressam com tanta força a relação entre integridade ecológica, identidade regional e soberania biocultural latino-americana. A onça-pintada é tanto uma espécie guarda-chuva quanto uma espécie bandeira, e desempenha um papel ecológico fundamental que, em última instância, beneficia a própria espécie humana.
O registro em Honduras também dialoga com descobertas científicas recentes em outros países da América Latina. Na Colômbia, por exemplo, pesquisadores publicaram em 2026 o primeiro registro verificável de onça-pintada na vertente oriental da Cordilheira Ocidental dos Andes, no Parque Nacional Natural Farallones de Cali, a 2.500 metros de altitude.
O estudo, assinado por Isabella Lopez, Gustavo A. Londoño, Sebastián Ovalle e Jorge Lizarazo na revista Biota Colombiana, foi baseado em imagens de armadilhas fotográficas obtidas em outubro de 2024. Assim como em Honduras, o dado sugere que florestas montanas e paisagens de altitude podem ter papel importante na dispersão da espécie e na conectividade entre populações remanescentes.
Esses registros não significam, necessariamente, que a onça esteja “expandindo” sua área de ocorrência de forma segura. Podem indicar movimentos ocasionais, comportamentos pouco detectados pela ciência, deslocamentos em busca de habitat ou respostas à fragmentação.
Importante lembrar, inclusive, que onças-pintadas não ocorrem em altitudes acima dos 1.200 metros. O avistamento da onça das nuvens, a 2.200m, pode significar que as onças estão buscando áreas menos adensadas e com menor risco. Ou seja, estão sendo pressionadas a buscar áreas que não fazem parte de seu território original para continuar existindo.
Há muitas variáveis, e possibilidades, a serem avaliadas… e apenas o monitoramento e a pesquisa científica usando tecnologia de ponta (por exemplo DNA) poderá responder a algumas dessas questões. Mas as informações que já temos reforçam uma conclusão essencial: a conservação da onça-pintada não pode se limitar às grandes áreas protegidas mais conhecidas.
Elas resistem, mas é preciso ampliar e garantir maior efetividade ao incluir corredores, zonas de transição, florestas montanas, territórios indígenas, áreas privadas, unidades de conservação, mosaicos produtivos e paisagens onde a vida selvagem ainda tenta circular.
Do ponto de vista ecológico, as áreas de fluxo das onças-pintadas deveriam ser protegidas em modelos de áreas protegidas que sejam compatíveis com as diretrizes nacionais Planos de Ação Nacionais para Biodiversidade - NBSAP em inglês, mas também com uma lógica transfronteiriça, colaborando para garantir a proteção física dessas áreas e também compartilhando dados.
Outra frente científica recente reforça essa leitura. Um estudo publicado em 2025 na revista Scientific Reports, liderado por G. C. Alvarenga e colaboradores, utilizou dados de telemetria de 172 onças-pintadas em oito países para modelar a adequabilidade de habitat da espécie em sua área histórica. O estudo representa um dos maiores esforços já realizados com dados de movimentação da espécie e aponta para a necessidade de identificar, proteger e conectar áreas adequadas à sobrevivência da onça em escala continental.
A importância ecológica da onça-pintada é direta
Como predadora de topo, ela ajuda a regular populações de presas, influencia o comportamento de outros animais e contribui para o equilíbrio das cadeias tróficas. Onde há onças viáveis, tende a haver ecossistemas mais íntegros. E ecossistemas íntegros sustentam funções das quais a espécie humana depende: regulação hídrica, estabilidade climática local, conservação de solos, manutenção de estoques de fauna, dispersão de sementes, proteção de carbono e oportunidades de turismo de natureza.
Proteger a onça é, portanto, proteger muito mais do que uma espécie carismática - e que é logo de diversas empresas e figura no imaginário popular como signo de força… É proteger paisagens inteiras. É proteger água, floresta, cultura, alimento, clima e futuro.
Em muitos territórios latino-americanos, a pergunta não deve ser se a onça deve existir apesar das pessoas. A pergunta mais inteligente é como construir formas de coexistência nas quais comunidades, povos indígenas, produtores rurais, governos, cientistas e organizações consigam reduzir riscos, reconhecer custos, fortalecer direitos e manter o território vivo.
As ameaças, no entanto, seguem severas. A perda e fragmentação de habitat estão entre as principais. Desmatamento, expansão agropecuária, infraestrutura mal planejada, mineração, queimadas e ocupação desordenada reduzem tanto a área disponível quanto a conectividade entre populações. No caso de Honduras, a própria Panthera destaca que o país enfrenta uma das maiores taxas de desmatamento da América Latina, o que torna cada corredor remanescente ainda mais estratégico, e necessário.
A caça retaliatória também continua sendo uma ameaça central. Onde onças predam gado, cães ou outros animais domésticos, a resposta humana pode ser letal, especialmente quando faltam assistência técnica, manejo preventivo, compensação, governança local e canais de resposta rápida.
Há ainda o tráfico ilegal de partes da onça - dentes, garras, peles e ossos, que tem preocupado autoridades e organizações em países como a Bolívia. Esse comércio ilegal reforça a dimensão transnacional das ameaças e mostra que proteger a espécie exige inteligência, fiscalização, cooperação internacional e redução da demanda.
Outra ameaça menos visível, mas decisiva, é o esvaziamento da base de presas. Uma floresta pode parecer preservada quando vista por satélite, e ainda assim estar ecologicamente empobrecida se perdeu queixadas, veados, catetos, pacas e outros animais que fazem parte da dieta alimentar de grandes predadores. Sem presas, não há onças. Sem onças, perde-se também uma parte do equilíbrio ecológico que ajuda a manter essas paisagens funcionais.
Por isso, a volta da “onça das nuvens” deve ser lida como um sinal de esperança, mas uma esperança quase que disciplinada - não de complacência. O registro mostra que a Serra do Merendón ainda pode funcionar como passagem ecológica.
Após o primeiro registro na região, em 2016, a Panthera e vários parceiros, incluindo Wildlife Without Borders e o U.S. Fish and Wildlife Service, apoiaram iniciativas de proteção de corredor, patrulhamento contra caça, reintrodução de presas e monitoramento acústico para identificar áreas de maior atividade de caçadores.
Ou seja, ações de longo prazo precisam ser valorizadas e financiadas, como este que por uma década de trabalho de conservação pôde produzir resultados justamente por ter havido dedicação - e disponibilização de recurso financeiro no longo prazo.
Onça politizada é onça protegida
O momento político ambiental também é importante. Política pública voltada à proteção da natureza, Estratégias e Planos de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB, e NBSAP em inglês) vêm sendo elaborados, ou revisados - além da criação de áreas protegidas focando o 30x305. Além disso, muitos países latinos têm criado planos de ação específicos para a proteção da onça-pintada.
No Brasil, por exemplo, o ICMBio elaborou o Plano de Ação Nacional para a conservação da onça-pintada (PAN onça-pintada) em 2009, e desde então esforços governamentais e colaborativos entre diversas instituições (Anexo) vêm sendo implementados.
A conservação da onça-pintada ganhou dimensão regional, em 2018, com o lançamento do Roadmap Jaguar 2030, uma agenda colaborativa construída com governos dos países de ocorrência da espécie e organizações parceiras como PNUD/UNDP, Panthera, WCS e WWF, entre outras. Seu objetivo é fortalecer a cooperação regional, proteger paisagens prioritárias, manter a conectividade e apoiar políticas públicas capazes de garantir a sobrevivência da espécie em longo prazo. O Roadmap é relevante justamente porque reconhece uma verdade básica: a onça-pintada é continental, e sua proteção precisa ser transfronteiriça.
A pergunta, agora, é se a América Latina será capaz de transformar a onça-pintada em um eixo contemporâneo de política territorial. Não basta celebrá-la apenas como símbolo nacional - ou em posts que usam a imagem das pintadas como ferramenta semiótica. É preciso proteger corredores, reduzir a impunidade ambiental, financiar coexistência, impedir projetos econômicos que destruam ecossistemas, reconhecer e apoiar povos indígenas e comunidades locais bem como seus territórios e cultura, restaurar populações de presas, planejar infraestrutura com ciência e monitorar resultados com seriedade.
A onça que voltou às nuvens nos lembra que a natureza ainda cria passagem alternativa quando encontra oportunidade. A responsabilidade humana é não fechar essas passagens. Defender a onça-pintada é defender uma América Latina ainda capaz de manter seus grandes ciclos ecológicos - que garantem resiliência climática, suas florestas conectadas, seus corpos d’águas vivos e sua cosmologia e memória territorial vibrantes.
A conservação da onça não se resolve apenas com biologia. Ela exige instituições, economia rural, pactos territoriais, justiça social, capacidade de mediação e, principalmente, compromisso e colaboração transnacional.
A onça-pintada não é apenas uma espécie que habita a região. Ela é uma das formas mais antigas e mais contundentes pelas quais a própria América Latina se reconhece como território e reflete a resistência da natureza às pressões antropogênicas.
1. Home range: termo utilizado para definir o tamanho do território que indivíduos de uma determinada espécie podem ocupar. O range médio de uma onça-pintada adulta pode variar de 30km no Pantanal a 1200km no Cerrado, por exemplo.
2. o registro mais recente nos EUA deu-se em 2025, no Arizona, um indivíduo que provavelmente se deslocou do México até lá. Antes disso, o último registro é de 2011.
3. posição específica que um organismo ocupa em uma cadeia alimentar (trófica), definindo como ele obtém energia e nutrientes no ecossistema (presa/predador/topo de cadeia, etc).
4. Yawara Jaguaretê, fera verdadeira, do Tupi-Guarani. Outros termos: Jaguarapinima (derivado de auára piníma, também Tupi e significa onça-pintada).
5. 30x30 refere-se à meta, que integra o Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal (GBF-KM), de proteger 30% de todas as áreas naturais até 2030. O GBF foi ratificado em 2022 durante a COP15 da Convenção da Diversidade Biológica.
Organizações que trabalham pela proteção da onça-pintada na América Latina
Reúno aqui algumas das principais organizações, redes e iniciativas que atuam mais diretamente na conservação da onça-pintada, de seus habitats e de suas paisagens de conectividade na América Latina.
Alianza Nacional para la Conservación del Jaguar - México
Rede mexicana dedicada à pesquisa, monitoramento e conservação da onça-pintada, envolvendo cientistas, instituições e iniciativas nacionais de proteção da espécie. https://www.ancjaguar.org/
Notícia: https://www.reuters.com/business/environment/mexicos-jaguar-population-is-up-30-since-2010-still-risk-2025-08-27/ /
Fundación Omacha
Organização colombiana de conservação da biodiversidade, com atuação em paisagens amazônicas e aquáticas relevantes para a proteção de espécies ameaçadas e seus habitats.
https://omacha.org/
Fundación Rewilding Argentina
Atua na restauração ecológica e reintrodução de espécies, incluindo o yaguareté, nome dado à onça-pintada na Argentina, especialmente em paisagens como Iberá.
https://rewildingargentina.org/
Instituto Homem Pantaneiro
Organização com atuação na conservação do Pantanal, proteção de áreas naturais e fortalecimento de estratégias territoriais que beneficiam a onça-pintada e outras espécies da região.
https://institutohomempantaneiro.org.br/
Instituto Onça-Pintada
Instituição brasileira dedicada à pesquisa e conservação da onça-pintada, com produção científica, monitoramento e ações voltadas à proteção da espécie no Brasil.
https://jaguar.org.br/
Jaguar Identification Project
Iniciativa voltada à identificação individual e monitoramento de onças-pintadas, especialmente no Pantanal, com uso de imagens e ciência cidadã.
https://www.jaguaridproject.com/pt
Onçafari
Organização brasileira dedicada à conservação da onça-pintada e de outros grandes felinos por meio de pesquisa científica, monitoramento, ecoturismo, reintrodução e ações de coexistência entre fauna silvestre e comunidades locais. Atua em diferentes biomas brasileiros, incluindo Pantanal, Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.
https://oncafari.org/
Panthera
Organização internacional dedicada à conservação dos felinos selvagens, com forte atuação na proteção da onça-pintada, incluindo a Fazenda de Conservação Jofre Velho, uma base de pesquisa sobre onças-pintadas no Pantanal., no monitoramento populacional, na conectividade de habitats e na Iniciativa Corredor da Onça.
https://panthera.org/cat/jaguar
PNUD / UNDP
Participa da articulação regional da Roadmap Jaguar 2030, apoiando a cooperação entre governos, instituições e organizações para a conservação da onça-pintada e de suas paisagens prioritárias.
https://www.undp.org/latin-america
Projeto Onças do Iguaçu
Projeto brasileiro com atuação no Parque Nacional do Iguaçu e entorno, focado em monitoramento, coexistência, educação, engajamento comunitário e recuperação da população local de onças-pintadas.
https://projetooncasdoiguacu.org/
Pró-Carnívoros
Instituição brasileira voltada à pesquisa e conservação de carnívoros, incluindo onça-pintada, suçuarana, lobo-guará e outros predadores relevantes para os ecossistemas brasileiros.
https://procarnivoros.org.br/
Rainforest Trust
Apoia a criação e expansão de áreas protegidas em regiões tropicais, incluindo habitats importantes para a conservação da onça-pintada e de outras espécies ameaçadas.
https://www.rainforesttrust.org/
Roadmap Jaguar 2030 / International Jaguar Day
Agenda colaborativa regional voltada à conservação da onça-pintada, articulando governos dos países de ocorrência da espécie, organizações internacionais, instituições científicas e parceiros de conservação.
https://www.internationaljaguarday.org/
Wildlife Conservation Society - WCS
Atua em pesquisa, conservação de paisagens, fortalecimento de áreas protegidas, coexistência humano-fauna e proteção de espécies ameaçadas em vários países, incluindo em áreas de ocorrência da onça-pintada.
https://www.wcs.org/
WWF
Organização parceira em estratégias regionais e nacionais para a conservação da onça-pintada, incluindo iniciativas de paisagem, políticas públicas, conectividade.
https://www.worldwildlife.org/species/jaguar

Bióloga, mestre em ecologia e recursos naturais, é especialista reconhecida em conservação da natureza e desenvolvimento sustentável, com vasta experiência na promoção de práticas de proteção aos ecossistemas marinhos e florestais. Com uma sólida carreira internacional, Frineia tem liderado programas estratégicos que integram comunidades locais e governamentais, bem como organizações privadas e não-governamentais, para a proteção e manejo de recursos naturais. Seu trabalho se destaca pelo compromisso com a proteção da biodiversidade e combate às mudanças climáticas e seus impactos sobre pessoas e ecossistemas, além da habilidade em promover parcerias colaborativas em prol de, não só um futuro, mas essencialmente, um presente sustentável. Frineia, além de executiva da área da conservação, é Advisor da Bio Bureau Biotecoologia.
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