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positiv.a lança linha para bebês sem petroquímicos, formulada com mães

Escrito por Neo Mondo | 8 de outubro de 2026

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positiv.a leva para o quarto do bebê o lava-roupas da nova linha infantil, desenvolvida ao longo de seis anos com mães e especialistas e livre de petroquímicos e corantes - Foto: Divulgação/positiv.a

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DO NEO MONDO

Desenvolvida com a B2Mamy, a linha chega com três produtos sem fragrância e um perfumado sob padrão IFRA, em um mercado onde o perfume aparece em três de cada quatro itens infantis

A positiv.a, marca brasileira de produtos de limpeza sem derivados de petróleo, lançou em 21 de setembro uma linha de quatro produtos para a rotina dos bebês. A empresa desenvolveu as fórmulas ao longo de seis anos em parceria com a B2Mamy, plataforma de inteligência de mercado ligada à maior comunidade de mães do país. Antes de chegar às prateleiras, os protótipos passaram por 13 mães e 10 especialistas, entre pediatras e dermatologistas. A proposta inverte a ordem habitual do setor. Em vez de o laboratório formular, o especialista validar e o consumidor aparecer no fim, a escuta entrou no meio do processo.

Leia e escute também: greenTalks entrevista Marcella Zambardino, cofundadora e chief impact officer da Positiv.a

Leia também: O plástico que o rótulo não revela

A linha reúne quatro produtos:

  • Lava Roupas Bebê Sem Fragrância, que rende até 25 lavagens
  • Lava Roupas Bebê Colinho, o único perfumado
  • Amaciante Concentrado Sem Fragrância, que rende até 50 lavagens
  • Limpa Quarto e Brinquedos Sem Fragrância

Todos dispensam petroquímicos e corantes. A fragrância do Colinho foi desenvolvida segundo os padrões da International Fragrance Association (IFRA), e a empresa afirma que ele é 100% livre de alergênicos. Os outros três levam extrato de camomila. Os preços começam em R$ 26,99, com venda nas lojas da rede Mambo, no e-commerce da marca e no Mercado Livre.

A B2Mamy conduziu uma pesquisa qualitativa com mães para mapear hábitos, queixas e critérios de compra, e acompanhou o projeto até a chegada ao mercado. “Quando uma marca coloca quem vai comprar no centro do processo, ela reduz achismos, ganha agilidade e chega ao mercado com um produto muito mais conectado à demanda real”, diz Dani Junco, fundadora da plataforma. Segundo a positiv.a, as mães ajudaram a ajustar desempenho na limpeza, praticidade e uso no dia a dia, critérios que raramente aparecem numa ficha técnica.

A decisão de tirar o perfume de três dos quatro produtos responde a uma preocupação documentada na pediatria brasileira. Pesquisadoras de Curitiba percorreram pontos de venda da capital paranaense e analisaram 398 cosméticos infantis. Encontraram perfume no rótulo de 295 deles, ou 74,1%, incluindo 90,4% dos xampus e 79,1% dos lenços umedecidos. O estudo, publicado no Jornal de Pediatria em 2024, lembra que o perfume é uma mistura de substâncias que o fabricante não revela e que pode conter ingredientes com potencial alergênico.

O padrão se repete fora do país. Uma análise americana de 2024 examinou produtos infantis vendidos como “limpos” em uma grande varejista e encontrou fragrância declarada em 82% deles.

A preocupação com alergia está na origem da empresa. Alex Seibel e Marcella Zambardino fundaram a marca em 2016, e a motivação foi em parte pessoal: Marcella começou a usar produtos naturais aos 15 anos, quando percebeu as próprias unhas onduladas por alergia ao lava-louças tradicional. A positiv.a tem certificação do Sistema B desde 2017. Entre 2019 e 2020, o faturamento dobrou, de R$ 5 milhões para R$ 10 milhões. A empresa afirma ter evitado a poluição de 4,1 bilhões de litros de água. Ela usa plástico 100% reciclado nas embalagens de líquidos e embalagens biodegradáveis à base de amidos, PLA e PBAT.

A marca entra num segmento em expansão. Segundo a IMARC Group, o mercado brasileiro de produtos para bebês valia US$ 6,51 bilhões em 2025 e deve chegar a US$ 11,18 bilhões em 2034, com crescimento anual composto de 6,2%. Cuidados com a pele respondem por 37,6% desse total, e o segmento de massa, por 75%.

Marcella Zambardino, cofundadora da positiv.a, descreve a mãe que olha os rótulos tentando entender o que leva para dentro de casa. “Queremos ser uma aliada nesse processo: uma marca que faça esse trabalho antes, com transparência e responsabilidade, para que as famílias possam escolher de olhos fechados.”

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