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Escrito por Neo Mondo | 10 de março de 2020

2. COCA-COLA
Também em 2012, a multinacional Coca-Cola esteve envolvida em caso de trabalho escravo noticiado pelo The Independent, entre outros veículos de comunicação. A empresa importava laranjas para a fabricação do refrigetante Fanta de uma fazenda em Rosarno, na Itália, que trabalhava com mão-de-obra escrava. Os empregados eram imigrantes da África, que atravessavam o oceano rumo à costa europeia para tentar uma vida melhor. Na época, a Coca-Cola quebrou o contrato com a empresa denunciada e não se pronunciou mais sobre o assunto.
3. NIKE
Injusta ou injustamente, a Nike virou sinônimo de trabalho infantil no mundo, após a revista Life divulgar, em 1996, foto de um paquistanês de, apenas, 12 anos de idade costurando uma bola de futebol da multinacional. Em resposta, há anos a empresa faz questão de mostrar aos consumidores seu esforço para oferecer aos empregados bons salários e condições de trabalho dignas.
Mas, segundo a Sweat Team, é tudo conversa para boi dormir. Formada por trabalhadores, consumidores e investidores, a coalização internacional luta para acabar com as práticas de trabalho desumanas patrocinadas pela Nike e continua denunciando, sem descanso, os abusos que acontecem até hoje nas fábricas em que os produtos da multinacional são montados.
4. HERSHEY’S
O chocolate da multinacional ganha um gosto mais amargo quando sabemos de sua relação com o trabalho escravo. Grande parte do cacau usado pela Hershey’s vem da África Ocidental, incluindo a Costa do Marfim, onde – segundo inúmeras denúncias da Unicef e de outros grupos de direitos humanos, como a Internacional Labor Rights Forum – o trabalho escravo infantil é bastante comum. É sabido que crianças são constantemente traficadas de países vizinhos para trabalhar em plantações de cacau da Costa do Marfim, mas a Hershey’s não se pronuncia sobre o assunto.
5. VICTORIA’S SECRET
A marca, famosa mundialmente, costumava ter a garantia de ‘comércio justo’ em sua etiqueta. Até que uma investigação de mais de seis semanas da Bloomberg News, em 2011, provou que os fabricantes de algodão orgânico da Victoria’s Secret não eram tão justos assim. A reportagem contou a história de Clarisse Kambire, uma garota de apenas 13 anos que relatou ter sido tirada da escola e sofrer frequentes abusos para trabalhar de forma escrava na produção de algodão da África Ocidental. Na ocasião, a Victoria’s Secret não fez nada além de tirar a garantia de ‘comércio justo’ de suas etiquetas.
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