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Escrito por Neo Mondo | 18 de junho de 2025
Imagem gerada por IA - Foto: Divulgação
POR – CAROLINA DA COSTA e ANDRÉ PASTERNAK
Com a captação de recursos em queda e os investidores mais cautelosos, o mercado de investimentos alternativos volta suas atenções a novos perfis de alocadores: fundos soberanos, endowments e investidores corporativos. Mais seletivos, esses players buscam estratégias com impacto real, governança robusta e visão de longo prazo — e podem ser a chave para a retomada do crescimento no setor.
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De acordo com o McKinsey Global Private Markets Report 2025, as captações globais em private markets caíram de cerca de US$ 186 bilhões, de 2023 para 2024 — uma queda de 24%. Isso representa o pior desempenho desde 2016, refletindo uma redução generalizada em diversas estratégias. Nesse contexto, atrair esses investidores demanda mais do que retorno financeiro: é preciso oferecer propostas que alinhem performance ao propósito, transparência, inovação estrutural e impacto.
O que esses investidores estão buscando?
Fundos soberanos priorizam segurança institucional, alinhamento fiduciário e aderência a padrões internacionais de sustentabilidade, como os princípios PRI ou as diretrizes da SFDR. Muitos estão ampliando sua exposição a ativos ilíquidos, mas exigem veículos flexíveis, métricas claras de impacto e gestores com reputação sólida.
Já os investidores corporativos enxergam os fundos como forma de acesso estratégico à inovação, novas tecnologias ou cadeias sustentáveis. Querem coinvestimentos, influência temática e estruturas que permitam aprendizagem institucional.
Como atrair esse capital?
Esses aspectos relacionados à atração de capital podem estar vinculados a modelos de fundos mais inovadores, e ao mesmo tempo amparados por boas teses econômicas:
A retração na captação tradicional abriu espaço para um novo pacto entre gestores e alocadores. Quem entender as motivações desses investidores institucionais emergentes — e souber estruturar veículos à altura — estará melhor posicionado para liderar o próximo ciclo dos investimentos alternativos.
Aproximar-se de consultores de altíssima confiança em executive search e governança corporativa, além de advogados capacitados para entender se existe, de fato, complementaridade entre os empreendedores — inclusive quanto às suas intenções futuras: non-compete, tag along, drag along, poison pill, acordo de acionistas, propriedade intelectual, dentre outros.
Neste novo jogo, inovar não é diferencial. É requisito para entrar em campo. E o “inovar” muitas vezes passa pela estruturação do básico: controle adequado de despesas, monitoramento periódico da geração de caixa livre e do grau de endividamento, e o entendimento concreto das reais intenções dos empreendedores — se estão ali por propósito, com foco no longo prazo, ou se querem escalar utilizando atalhos para se envolverem com objetivos muito distintos da tese original. Essa linha tênue da narrativa pode ajudar a mitigar riscos e a discernir o real comprometimento com a missão.

Chief Impact Officer da Stone Co, liderando as frentes de inclusão produtiva na base da pirâmide (microcrédito, blended finance com veículo filantrópico e educação financeira) e integração ESG financeira e institucional. Foi originadora e captadora de fundos para Maua Capital no tema sustentabilidade no agro. Presidente do Comitê ESG do Grupo Boticário. Prêmio profissional do ano em Inovação em Sustentabilidade pela ANEFAC (2021). Conselheira LATAM Solidaridad Network. Conselheira de Desenvolvimento da PUC Rio. Foi diretora de inovação, saúde digital, pesquisa e ensino do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, onde permanece como conselheira estratégica. Ex-VP de Graduação do Insper, atualmente Conselheira do Hub de Inovação e do Comitê de Ensino e Pesquisa e também professora de educação executiva nos temas pensamento crítico e sistêmico.
Administradora pública, M.S. pela EAESP-FGV e University of Texas at Austin, e PhD em Educação e Cognição pela Rutgers University.

André é Bacharel em Comunicação Social pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e possui Pós-Graduação em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Tem mais de 28 anos de experiência em Executive Search, sendo os últimos 20 focado na prática de Healthcare & Life Sciences.
Tem auxiliado tanto empresas multinacionais quanto grupos familiares locais (com ou sem investimentos de fundos de Private Equity e Venture Capital) na identificação de executivos C-Level, conselheiros e posições críticas N-2.
André participou do Programa de Executive Search na Cornell University em meados de 2013 em Nova York, EUA, e do Trusted Advisory Program em 2018 no IMD em Lausanne, Suíça. Em meados de 2023, participou de uma imersão de 10 dias no Ecossistema de Inovação em Saúde de Israel, promovida pela Innovation Experience Israel, visitando hospitais, instituições de pesquisa médica, health techs e fundos de Venture Capital israelenses.
Antes de ingressar como Sócio na Odgers & Berndtson, André foi sócio da 2GET Executive Search, que foi 100% adquirida pela H&S em setembro de 2019.
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