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Cachorros são explorados para farejar odor do coronavírus na Argentina

Escrito por Neo Mondo | 4 de julho de 2020

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Pastor Alemão - Foto: Pixabay

POR – ANDA (AGÊNCIA DE NOTÍCIAS de DIREITOS ANIMAIS) / NEO MONDO

Forçar cachorros a participar de experimentos apenas para beneficiar humanos, sem levar em consideração os direitos animais, é uma prática antiética
  Pesquisadores da Universidade de Buenos Aires (UBA), na Argentina, estão explorando cachorros para farejar o odor do coronavírus em pacientes. Tratados como objetos a serviço dos humanos, os cães são submetidos a treinamentos antinaturais que visam não só forçá-los a identificar a doença em pacientes sintomáticos, mas também nos assintomáticos. A prática beneficia apenas as pessoas, sem levar em consideração os direitos animais. A universidade iniciou o projeto após se inspirar na Escola de Medicina Veterinária Alfort (Paris), que também explora cães para o mesmo fim. Apesar de alegarem que os cães não serão expostos ao vírus, os pesquisadores irão explorá-los ao forçá-los a aprender ações antinaturais, durante treinamento realizado por seis a oito semanas, sem que eles tenham capacidade de consentimento. No momento, o projeto está em fase de seleção dos cachorros. As informações são do LPG. No treinamento, os animais terão que aprender a reconhecer um cheiro, tendo acesso ao brinquedo favorito ou à comida quando acertarem. Durante os testes, eles serão expostos a uma gaze com amostras de suor de pacientes infectados e de pessoas saudáveis. Outros países utilizaram urina, mas a universidade argentina optou pelo suor por ele não ter carga viral. O projeto será monitorado pela Presidência de Bem-Estar Animal, que irá analisar o comportamento dos cachorros. Além da exploração inerente às atividades desenvolvidas pela universidade no que se refere à detecção de coronavírus por cachorros, existe ainda a possibilidade dos cães, que são de raça, terem advindo de criadores que os reproduzem para venda ou até mesmo para estudos científicos, o que também é antiético. Os animais explorados pelo projeto são das raças pastor alemão e pastor belga Malinois.
Pastor Belga Malinois - Foto: Pixabay
 

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