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Escrito por Neo Mondo | 1 de setembro de 2017
NEO MONDO tomou um barco para conhecer o mangue do Rio Sagi em companhia do guia “CARANGUEJO”, que ganhou este nome por não apreciar o sabor do crustáceo (segundo ele, por ser “difícil de comer”) e lhe valeu o apelido por aporrinhação de amigos. Ao contrário dos demais manguezais, não há o odor forte de decomposição nem mosquitos, isso porque ali não há poluição e nem fatores que causam alterações nas propriedades físicas, químicas e biológicas das águas, como aterro, desmatamento, queimadas, lixo, lançamento de esgoto e de efluentes industriais e pesca predatória. O passeio se dá por meio das árvores, por águas limpas e cristalinas, ao som dos pássaros e natureza local, interrompido poucas vezes pela voz do guia, que, em sua simplicidade, compartilha um pouco do seu conhecimento adquirido na vivência diária.
Cerca de 70% das espécies de peixes, moluscos e crustáceos pescados comercialmente no litoral brasileiro têm relação com os manguezais em alguma fase de sua vida. É nessa área que encontram as condições ideais para reprodução, berçário, criadouro e abrigo para várias espécies de fauna aquática e terrestre, de valor ecológico e econômico. Esse ecossistema também serve de refúgio para aves migratórias. A vegetação dessas áreas serve para fixar as terras, impedindo assim a erosão e, ao mesmo tempo, estabilizando a costa. As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Constitui, ainda, importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas.
Acompanhe, abaixo, um passeio exclusivo pela águas do mangue do Rio Sagi, bem como fotos deste local de natureza única.
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