Escrito por Neo Mondo | 24 de outubro de 2017
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A ONU Meio Ambiente e o banco holandês Rabobank anunciaram neste mês (16) uma parceria para investir 1 bilhão de dólares em projetos de agricultura sustentável. O programa de fomento concederá subvenções e crédito a clientes envolvidos na produção, processamento ou comércio de commodities agrícolas. Brasil e Indonésia serão os primeiros países a utilizar recursos da cooperação. Proprietários brasileiros que recebem investimentos da instituição financeira administram 17 milhões de hectares de terras
Parceria entre ONU Meio Ambiente e banco holandês prevê envolvimento de pequenos agricultores nos projetos financiados. Foto: PEXELS
Na Indonésia, entidades financiarão iniciativas de replantio em conjunto com empresas. O pacote de ações inclui medidas para a proteção e restauração de florestas e da biodiversidade, além de promover a certificação do óleo de palma.
“Queremos que todo o setor de finanças mude seu crédito agrícola, afastando-se do desmatamento e (caminhando) em direção a paisagens integradas, que oferecem bons empregos, protegem a biodiversidade e são boas para o clima”, defendeu o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim.
“O uso sustentável da terra e a restauração de paisagem são fundamentalmente investimentos sólidos e bons negócios. Precisamos acelerar essa tendência de modo que ela se torne o “novo normal” para a indústria financeira”, acrescentou o dirigente.
“Enquanto líder mundial (no setor) de alimentação e agricultura, o Rabobank reconhece sua responsabilidade em combinar a estabilidade a longo prazo da produção de alimentos para a crescente população global com a transição para o uso sustentável da terra”, afirmou Draije. “Nossa meta é aumentar substancialmente a qualidade da terra atualmente arável, ao mesmo tempo em que protegemos a biodiversidade e reduzindo as mudanças climáticas em todo o mundo”.
O CEO do Rabobank afirmou que, “enquanto líder mundial (no setor) de alimentação e agricultura, o banco reconhece sua responsabilidade em combinar a estabilidade a longo prazo da produção de alimentos para a crescente população global com a transição para o uso sustentável da terra”.
“Nossa meta é aumentar substancialmente a qualidade da terra atualmente arável, ao mesmo tempo em que protegemos a biodiversidade e reduzindo as mudanças climáticas em todo o mundo”, disse Draijer.
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