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Rio Ocean Week fecha com quase 20 mil visitantes e Bossa do Oceano no auditório do Museu do Amanhã

Escrito por Neo Mondo | 20 de setembro de 2026

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Rio Ocean Week encerra quatro dias de ciência, arte e música no Museu do Amanhã, com a Bossa do Oceano e quase 20 mil visitantes - Imagem gerada por IA - Ilustrativa/Neo Mondo

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DO NEO MONDO

Horizontes Azuis | Rio Ocean Week, boletim 5 (dia 4)

No encerramento, Alexander Turra ouviu o comandante da Nave Santa Maria pela manhã e o Almirante Jaques ao fim da tarde, e já marcou o reencontro para o segundo semestre de 2027

A Rio Ocean Week 2026 terminou neste domingo (20) no Museu do Amanhã com o show Bossa do Oceano, e Alexander Turra gravou o último boletim da série Horizontes Azuis enquanto as equipes desmontavam os estandes. O festival deve fechar perto de 20 mil visitantes em quatro dias, segundo a contagem preliminar do professor. "Foram quatro dias intensos, quatro dias emocionantes, quatro dias inesquecíveis", disse. "O museu é do futuro, mas o oceano está no presente."

Rio Ocean Week 2026 chega ao fim com o show Bossa do Oceano no auditório do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, depois de quatro dias e quase 20 mil visitantes

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A série de videocasts Gente do Mar ocupou o domingo, com mediação de Beatriz Santomauro. Às 10h, o comandante Simone Sacco falou sobre a vida a bordo da Nave Santa Maria, o navio italiano de ensino e pesquisa atracado no Espaço Cultural da Marinha durante os quatro dias e visitado por milhares de pessoas. Ele contou como é atravessar oceanos e abrir, com isso, caminhos para que outras pessoas conheçam o mar.

Depois vieram Fabio Scarano, do Museu do Amanhã e da UFRJ, às 11h30, Tatiana Zanardi e Alcides Falanghe, da Ocean Eyes, às 13h, e Elisa Mirow, do Iate Clube do Rio de Janeiro, às 14h30. Às 16h, o Almirante Jaques, da Diretoria de Hidrografia e Navegação, fechou a série falando da própria relação com o mar. Turra descreveu a conversa como o momento mais delicado do dia. O almirante, segundo ele, contou como o oceano o ajudou a se transformar e a dar significado à vida, dentro e fora da Marinha.

Às 17h, o auditório recebeu a Bossa do Oceano, com música popular brasileira ligada ao mar. "É a ginga da bossa nova, a ginga do samba, a ginga do oceano", disse Turra, que ouviu no repertório um andamento próprio, cadenciado, capaz de levar o oceano para dentro do cotidiano sem precisar de alarme. O Cristo Redentor voltou a ser iluminado de azul no encerramento, como na abertura, em parceria com o Consórcio Cristo Sustentável.

Os quatro dias juntaram coisas que costumam circular separadas. Nove painéis sobre poluição marinha, de lixo no mar e microplásticos a óleo, agrotóxicos, medicamentos e acidificação. Cinco encontros de economia azul com o IlhaHub. Trinta e tantas sessões de cinema comentado pelos próprios autores. A Galeria LACO, com 54 artistas e coletivos, 84 obras e uma oficina em que pigmentos de algas viraram tinta. Dois navios de pesquisa abertos à visitação no píer. Um filme sobre as três baías do estado assistido ao lado dos caiçaras que aparecem nele. BNegão cantando Caymmi na abertura.

O reencontro já tem data aproximada. Turra anunciou que o Museu do Amanhã volta a receber o festival no segundo semestre de 2027, com um projeto que a organização pretende construir de novo entre arte e ciência. "Já temos várias ideias", disse. Antes disso, o Rio sedia de 7 a 9 de abril de 2027 a Conferência da Década do Oceano, das Nações Unidas, coorganizada pela COI/UNESCO, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e pela Prefeitura do Rio, com cerca de 2 mil participantes esperados.

Horizontes Azuis | Rio Ocean Week é uma série do Neo Mondo, mídia oficial do festival, com boletins diários gravados por Alexander Turra.

Alexander Turra é biólogo, educador, pesquisador e comunicador. Professor titular do Instituto Oceanográfico da USP e coordenador da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano, dedica-se a aproximar o oceano e a sociedade.

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