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Escrito por Neo Mondo | 25 de maio de 2018

As Unidades de Conservação (UCs) são uma das formas mais reconhecidas e utilizadas para garantir a proteção de espécies e ecossistemas, e legalmente instituídas pelo poder público em suas três esferas (municipal, estadual e federal). As UCs são reguladas pela Lei 9.985, de 2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), criado para consolidar o papel e a gestão delas no País. Elas se dividem em dois modelos, de acordo com seus objetivos de manejo e tipos de uso: as de Proteção Integral e as de Uso Sustentável.
As de Proteção Integral, pela fragilidade e relevância ecológica de seus ecossistemas, necessitam de conservação mais restritiva de sua biodiversidade, não admitindo qualquer tipo de extração ou manejo que interfira nos ciclos naturais nela contidos, a exemplo dos Parques Nacionais. Já as de Uso Sustentável admitem a presença de moradores e, como o próprio nome indica, permitem a coleta e o uso sustentável dos recursos naturais, a exemplo das Florestas Nacionais.
O problema do Brasil é que a sociedade ainda não está bem informada sobre todos os benefícios que as UCs fornecem e, justamente para gerar mais argumentos que incentivem a criação e manutenção de Unidades de Conservação (UCs), a Fundação Grupo Boticário desenvolveu um roteiro metodológico que permite calcular benefícios sociais e econômicos gerados pelas UCs. O roteiro foi aplicado em sete UCs e, em todos os casos, mostrou que os retornos compensam o investimento. Por exemplo, a cada R$ 1 investido no Parque Barigui – o maior parque urbano de Curitiba (PR), são gerados R$ 12,50 de benefícios.
Parque Barigui em Curitiba-PR; DivulgaçãoPara contribuir no fortalecimento do SNUC, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza realiza periodicamente, desde 1997, o Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, um dos mais importantes fóruns da América Latina sobre áreas protegidas, desafios e importância para a sociedade. O evento reúne congressistas e palestrantes de todo o mundo para trocar experiências e práticas sobre a criação, gestão e implementação das unidades de conservação e, neste ano, será realizado em Florianópolis, do dia 31 de julho ao dia 2 de agosto.
Além do evento, a Fundação apoia ações e pesquisas que contribuem para a criação, implementação e manejo das unidades de conservação. Desde sua criação, em 1990, por meio de mais de 1.500 iniciativas apoiadas, a instituição beneficiou um total de 504 UCs. Somente neste ano de 2018, foram quatro processos abertos de novas unidades de conservação por meio de projetos apoiados: UCs de Proteção Integral para conservação da espécie Rolinha do Planalto, em Minas Gerais; Parque Estadual Marinho do Naufrágio Queimado, na Paraíba; UC para proteção do Periquito de Cara Suja, no Ceará; e UC para proteção do Soldadinho do Araripe, também no Ceará.
Duas unidades de conservação marinhas foram criadas em março deste ano
Luiz RochaSobre o IX CBUC
Nesta edição de 2018, O CBUC terá uma programação abrangente, que inclui conferências, palestras e simpósios, além de mostras que possibilitam ao público presente ter contato com iniciativas e projetos inovadores. O assunto do congresso, como o próprio nome diz, são as Unidades de Conservação e neste ano tem como tema principal “Futuros Possíveis: Economia e Natureza”.
Ao todos serão três dias de evento divididos por subtemas: "A transformação da economia e seu potencial para alavancar a conservação da natureza", no dia 31 de julho; "Benefícios das Áreas Protegidas para a sociedade", no dia 1º de agosto; e "Inovação e oportunidade: novos modelos para a conservação", no dia 02 de agosto. Paralelamente, outros dois eventos serão realizados de forma simultânea: o Simpósio Internacional de Conservação da Natureza e a Mostra de Conservação da Natureza. Assim, a programação será abrangente, incluindo conferências, palestras e simpósios, além de mostras que possibilitarão ao público presente ter contato com iniciativas e projetos inovadores.
Os valores da inscrição são de R$ 800 (inteira) e R$ 400 (meia-entrada) até 19 de julho. No dia do evento as inscrições serão R$ 1.000 (inteira) e R$ 500 (meia-entrada), mediante disponibilidade de vagas. As categorias válidas para meia-entrada são: estudantes, idosos, portadores de deficiência, jovens carentes de 15 a 29 anos, doadores de sangue; funcionários públicos de órgãos ambientais; profissionais de ONGs; e proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
A programação do IX CBUC está disponível no site www.fundacaogrupoboticario.org.br/cbuc.
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