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Veolia: transformar o mundo exige mais do que boas intenções

Escrito por Neo Mondo | 27 de outubro de 2025

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Foto: Ilustrativa

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO

Em um continente onde a natureza é exuberante, mas a desigualdade ainda dita o ritmo do desenvolvimento, falar de sustentabilidade é, antes de tudo, falar de escolhas. E poucas empresas têm colocado essa discussão em prática com tanta consistência quanto a Veolia — referência global em soluções ambientais que integram água, resíduos e energia sob uma mesma lógica: a da transformação ecológica.

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À frente da estratégia de sustentabilidade da companhia na América Latina está Laura Arias, uma executiva que traduz o discurso técnico da sustentabilidade em propósito, inovação e impacto real. Sob sua liderança, a Veolia tem impulsionado projetos que mostram que é possível gerar valor econômico enquanto se protege o planeta — do reuso inteligente da água em zonas industriais à descarbonização de processos produtivos e à transição para modelos de economia circular.

Nesta conversa, Laura fala sobre os bastidores e desafios dessa jornada, reflete sobre o papel das empresas diante da crise climática e não foge de temas incômodos — como o ESG de fachada e o ritmo lento das transformações corporativas. Com uma visão que mistura pragmatismo e sensibilidade, ela nos convida a repensar o que realmente significa “cuidar dos recursos do mundo”.

Quando falamos em sustentabilidade na América Latina, a sensação é de estar em uma encruzilhada: um continente riquíssimo em recursos naturais, mas ainda preso a modelos econômicos de extração. A Veolia trabalha justamente para “ressignificar o uso dos recursos”. Na prática, o que significa isso para você — e o que muda quando esse discurso deixa de ser só uma promessa corporativa e vira ação concreta?

Para nós, "ressignificar o uso dos recursos" significa fundamentalmente desvincular o progresso econômico da degradação ambiental. Não se trata apenas de "ser mais verde" ou de otimizar processos em uma economia linear, mas, sim, de acelerar a transição para uma economia circular robusta, onde o resíduo de um processo se torna o recurso valioso para outro.

Quando esse discurso se torna ação concreta, o que muda é a estrutura de incentivos e o padrão de investimento. O foco sai de "quanto podemos tirar da terra" para "o que podemos recuperar e reutilizar". Isso se traduz em investimentos maciços em tecnologias de reciclagem avançada, reúso de água em escala industrial (tratar efluentes para abastecer indústrias e cidades), e na transformação de resíduos em energia (biomassa, biogás e biometano), diminuindo a dependência de aterros sanitários e combustíveis fósseis.

Em 2024, por exemplo, produzimos na América Latina 744.066 MWh de energia renovável por meio do aproveitamento de resíduos. Um exemplo disso é trabalho realizado no Chile, para um grande exportador de ameixas, que estava procurando uma solução inovadora para utilizar biomassa residual e evitar que ela acabasse em aterros sanitários. Trabalhamos em uma solução integral que inclui uma caldeira a vapor de 2,5 t/h que usa caroços de ameixa residuais como combustível. Dessa forma, conseguimos recuperar 1.150 toneladas de caroços por ano, substituir 80% da energia necessária para a produção de vapor e evitar mais de 823 t CO2e em 2024, com projeção de 4.060 t CO2e ao final do contrato de cinco anos.

Outro ponto a ser destacado é que o modelo extrativista gera riqueza para poucos e empregos de baixo valor agregado. A economia circular, quando bem implementada, exige engenheiros de processos, técnicos de tratamento de efluentes, cientistas de materiais e gestores de novas cadeias de suprimentos reversas, entre muitos outros profissionais especializados. Ou seja, a ação concreta cria um novo tecido social e econômico de alta tecnologia e mais inclusivo, ajudando a mitigar a desigualdade que a extração tradicional frequentemente intensifica. Em resumo, para nós, ressignificar é nos tornar o agente que prova que ser sustentável é, a longo prazo, o modelo mais rentável e o único capaz de garantir o desenvolvimento social e econômico sem sacrificar o planeta. 

O relatório de sustentabilidade da Veolia LATAM traz casos incríveis de reuso de água, gestão de resíduos e descarbonização industrial. Mas inovação verde costuma ser cara — e lenta. Como equilibrar o “business as usual” com o risco de inovar? Existe espaço para ousadia no setor ambiental ou as empresas ainda têm medo de errar?

Esse é o ponto central que define a transição para o desenvolvimento sustentável. Na Veolia, o equilíbrio entre o "business as usual" e o risco da inovação é abordado através da convicção de que a inovação verde, na verdade, mitiga o risco a longo prazo, em vez de criá-lo.

O maior risco para as empresas na América Latina hoje não é o custo de inovar, mas sim o custo da inação, pois o modelo tradicional está cada vez mais sujeito a riscos regulatórios, à escassez de recursos como água e energia, e a riscos reputacionais com investidores e consumidores.

Portanto, o equilíbrio não é alcançado evitando o risco da inovação; ele é alcançado convertendo o risco ambiental em potencial de crescimento do negócio. Existe um espaço enorme para novas abordagens no setor ambiental, mas elas precisam ser estruturadas e escaláveis, e não apenas um experimento isolado.

O pioneirismo da Veolia reside, por exemplo, na adoção do Modelo de Contrato por Performance, no qual a empresa se compromete a entregar um resultado específico de redução (como X metros cúbicos de água reusada ou redução de Y toneladas de carbono), assumindo parte do risco da inovação junto ao cliente, o que acelera a adoção. Foi o que fizemos junto à Braskem, em Alagoas. Implementamos a troca de matriz energética, substituindo o Gás Natural pela Biomassa sustentável, garantindo a disponibilidade de 900 kt/ano de vapor verde, assim como 150 mil toneladas de CO2e evitadas por ano.

Além disso, a inovação é aplicada por meio da Modularidade da Inovação, integrando tecnologias avançadas em plantas já existentes, o que torna o investimento inicial menor e o lançamento mais rápido. Por fim, há a Economia de Escala na Circularidade, onde a disrupção se manifesta na construção de cadeias de valor reversas que antes não existiam, investindo na gestão de resíduos complexos de múltiplos clientes para criar escala suficiente para que a reciclagem se torne economicamente viável e o material recuperado possa competir com o material virgem. Em resumo, as empresas têm receio de errar, mas o mercado está ensinando rapidamente que o erro mais caro é o de não se mover. A inovação verde, quando bem executada, é a única estratégia de business as usual sustentável para o futuro da América Latina. 

Nos bastidores da sua rotina como diretora de sustentabilidade, o que mais te inspira a continuar? Tem algum projeto ou experiência de campo que te marcou profundamente, algo que te fez pensar: “É por isso que eu faço o que faço”?

O que mais me inspira é perceber, de forma muito concreta, que conseguimos mover a agulha — que cada projeto tem um impacto real na vida das pessoas e no meio ambiente. E isso só é possível porque atuamos em parceria, conectando empresas, comunidades, governos e especialistas em torno de um mesmo propósito.

Um exemplo que me marcou profundamente é o projeto Biociudad, em Santiago do Chile, que nasceu como resposta direta à crise climática. Com ele, implementamos soluções de adaptação que garantem o abastecimento contínuo de água potável a mais de oito milhões de habitantes, mesmo em cenários de seca severa ou chuvas extremas. Esse resultado é fruto de uma colaboração estreita entre o setor público, operadores locais e Veolia, que uniram competências em engenharia, gestão e eficiência hídrica para construir um modelo urbano resiliente — fazendo de Santiago uma das raras capitais da região onde a população pode beber água da torneira com segurança.

Outro exemplo é o programa Recuperador Amigo, na Colômbia, que mostra como a economia circular também transforma vidas. Nele, em 2024, 451 recicladores foram integrados formalmente à cadeia de gestão de resíduos pós-consumo, melhorando suas condições de trabalho e renda, enquanto ajudamos as principais empresas de alimentos e bebidas a recuperar 9.870 toneladas de plásticos que voltam ao ciclo produtivo como matéria-prima reciclada. Esse impacto social e ambiental só foi possível graças a alianças sólidas com o setor privado e organizações de base, que transformam o desafio da logística reversa em uma oportunidade de inclusão e dignidade.

Ver resultados tão tangíveis — água potável segura para milhões de pessoas e inclusão social para centenas de famílias — reforça minha convicção de que sustentabilidade é muito mais do que uma estratégia: é uma missão compartilhada, que se concretiza quando diferentes atores se unem para transformar realidades.

Transformar o mundo exige mais do que boas intenções — exige coragem, coerência e propósito - Foto: Ilustrativa/Freepik

A gente vive uma enxurrada de discursos sobre ESG, mas também uma onda de greenwashing cada vez mais sofisticada. Como alguém que atua na linha de frente, o que você pensa quando vê empresas transformando sustentabilidade em marketing? Dá pra separar o que é genuíno do que é “pintado de verde”?

Embora exista uma grande quantidade de discursos sobre ESG e, paralelamente, práticas que não refletem uma transformação real, é importante reconhecer que o cenário é complexo.

Muitas empresas ainda estão em diferentes estágios de maturidade na jornada da sustentabilidade, e parte desse movimento pode ser resultado de tentativas iniciais de se adaptar às novas demandas de mercado.

A melhor forma de diferenciar o que é genuíno do que é apenas comunicação é observar evidências concretas e compromissos consistentes: mudanças estruturais nos processos, metas claras e mensuráveis, auditorias independentes e integração da sustentabilidade à estratégia corporativa.

Quando a ação principal está voltada para a transformação — como descarbonização, gestão responsável da cadeia de suprimentos e governança alinhada a indicadores ESG — há maior probabilidade de autenticidade. Na Veolia, a sustentabilidade é a estratégia, e não o contrário.O alcance de resultados de ESG (ambiental, social e governança) pode estar vinculado ao cálculo de bônus como parte de metas corporativas e individuais. Normalmente, indicadores ESG são incorporados ao sistema de avaliação de desempenho, podendo representar um percentual do peso total das metas. Isso significa que, quanto mais a empresa ou o colaborador atingir os objetivos definidos nessas áreas — como redução de emissões, eficiência no uso de recursos, segurança no trabalho e diversidade — maior será o impacto positivo no bônus. A estrutura exata e o peso relativo variam conforme a função, o nível hierárquico e as políticas internas vigentes.

Já quando o foco está predominantemente em campanhas isoladas, sem relevância material para o negócio, é sinal de que ainda há um caminho a percorrer. O avanço real exige investimento, visão de longo prazo e coerência entre discurso e prática.

Fala-se muito de transição energética, mas pouco de transição justa. Como a Veolia está lidando com o impacto social dessa transformação — especialmente em comunidades vulneráveis ou em países onde a regulação ambiental ainda engatinha?

Esta transição justa é o pilar social que sustenta toda a transformação ecológica. Afinal, não basta apenas trocar a fonte de energia, é preciso garantir que ninguém seja deixado para trás, especialmente as populações mais vulneráveis que já sofrem desproporcionalmente com a crise climática.

Para a Veolia, que atua globalmente na gestão de água, resíduos e energia, o impacto social é inseparável de sua missão de transformação ecológica. Essa abordagem se manifesta diretamente nas regiões onde a regulação ambiental ainda necessita ser aprimorada, exigindo que apliquemos nossos próprios padrões de responsabilidade, atuando, assim, como um balizador onde a regulamentação local ainda não é suficiente.

Nosso trabalho lida diretamente com a dimensão social da transição ao melhorar o acesso e a resiliência de serviços essenciais. Isso significa priorizar o fornecimento de água potável, saneamento e energia para as populações desfavorecidas. Em muitas comunidades, nossos projetos representam a primeira vez que famílias recebem serviços básicos seguros e contínuos. Além disso, em países onde a regulação ambiental é incipiente, a Veolia aplica seus protocolos rigorosos para descontaminar e tratar resíduos perigosos e águas industriais. Esta ação é vital, pois a poluição afeta diretamente a saúde das comunidades locais. Também focamos em ajudar as comunidades a se adaptarem aos impactos que já ocorrem, tornando infraestruturas mais robustas contra eventos extremos e implementando soluções de reúso e reciclagem de água em áreas propensas à seca.

A transição justa também é uma questão de emprego e economia local. Quando implementamos novas tecnologias limpas, como biofábricas ou unidades de recuperação de energia, garantimos que os benefícios fiquem na região.

O projeto Pescadores de Mel, em Alagoas, é um exemplo bem-sucedido de como a capacitação e o apoio a comunidades em situação vulnerável podem gerar um impacto socioeconômico positivo que promove a proteção ambiental através da bioeconomia. Ele nasceu em 2006 com o objetivo de capacitar os pescadores da região de Alagoas na prática da apicultura para ajudá-los a desenvolver uma fonte de renda alternativa durante o Defeso, período em que a pesca fica suspensa, por determinação legal, para garantir a preservação das espécies aquáticas. O objetivo principal é permitir que os peixes se reproduzam em volume suficiente, evitando o declínio populacional e a extinção de espécies.

Desta forma, além de contribuir para preservação da biodiversidade, garantindo que os pescadores tenham uma fonte de renda e possam seguir a determinação da lei, contribui também para o desenvolvimento sustentável da região de Marechal Deodoro, onde está localizada a planta de vapor verde da Veolia. Em 2023, nós nos integramos a esta iniciativa, contribuindo com recursos econômicos que possibilitaram a formação de um novo grupo, composto por 24 pessoas, que foi capacitado para desenvolver a apicultura de forma eficiente e sustentável. Foram instaladas 161 colmeias, que permitiram aumentar a produção de mel e própolis, contribuindo positivamente para a economia local e para a proteção dos manguezais que fazem parte do bioma local.

Também promovemos inclusão por meio de programas de treinamento e capacitação profissional voltados à comunidade local. Isso garante que a força de trabalho esteja apta a operar as novas tecnologias da economia circular e que a transição gere novas oportunidades. Trabalhamos com stakeholders locais para co-construir soluções, garantindo que as comunidades tenham voz nas decisões que afetam o uso da terra e o desenvolvimento econômico regional. Finalmente, programas de educação ambiental visam capacitar as futuras gerações para que sustentem a transformação ecológica e entendam seu papel na preservação de recursos.

Se você pudesse definir a sustentabilidade latino-americana em uma imagem, uma metáfora… o que viria à mente? Uma floresta, um rio, uma usina solar, um lixão sendo transformado? Quero te ouvir poeticamente agora.

Como engenheira de formação — e sem querer recorrer a clichês — não sei se a poesia é o meu ponto mais forte (risos). Mas, mesmo assim, quando penso na sustentabilidade latino-americana, o que me vem à cabeça é a imagem de um rio resiliente, que insiste em seguir o seu curso, mesmo quando o terreno é acidentado.

E talvez isso tenha muito a ver comigo também. Embora seja espanhola, me sinto profundamente acolhida e adotada por esta região, que é vibrante, criativa e, sobretudo, resistente. Aqui aprendi que a sustentabilidade não é um conceito abstrato: é um movimento vivo, feito de pessoas que se adaptam, inovam e transformam seus desafios em soluções.

A América Latina é como esse rio: diversa nas suas paisagens e imensa na sua capacidade de se reinventar.
Ela corre com força, contorna obstáculos, muda de curso quando precisa, mas nunca para de fluir.
Para mim, a sustentabilidade latino-americana é isso — um fluxo coletivo de transformação, que transforma vulnerabilidade em oportunidade, resíduos em recursos e esperança em ação.

Empresas como a Veolia têm metas ambiciosas — carbono neutro, economia circular, biodiversidade. Mas o planeta parece andar mais rápido que os compromissos. Você sente que o tempo está contra nós? Há um ponto em que a sustentabilidade corporativa precisa ser mais radical?

Enfrentamos diariamente o desafio de acompanhar a escala e a velocidade de transformação necessárias. O problema não é necessariamente a falta de compromisso, mas sim o fato que Iniciativas individuais, como a adoção da economia circular, acabam limitadas quando fornecedores e grande parte do mercado ainda operam sob a lógica linear de extrair, usar e descartar.

Vejo que a sustentabilidade corporativa precisa evoluir em três frentes principais: primeiro, repensar a métrica de sucesso, integrando risco ambiental e impacto positivo ao modelo de valor, mesmo que isso signifique aceitar margens menores em algumas operações para garantir resiliência no longo prazo. Segundo, ampliar a transparência, compartilhando desafios e convidando à colaboração. Terceiro, acelerar o desinvestimento em ativos e modelos de negócio intensivos em carbono, mesmo que ainda sejam rentáveis no curto prazo.

Em síntese, é hora de a sustentabilidade deixar de ser apenas uma ferramenta de gestão de risco e tornar-se o eixo central da estratégia de crescimento, construindo negócios que prosperem e contribuam para que a sociedade também prospere em um cenário de pressão climática.

Ao final da conversa, fica evidente que Laura Arias não fala de sustentabilidade como quem repete um jargão corporativo — ela fala como quem vive a urgência do tempo. Sua visão é pragmática, mas também poética: o planeta precisa de soluções, mas antes disso, precisa de coragem.

Em um cenário global onde os compromissos ambientais ainda tropeçam na lentidão das burocracias e na miopia dos lucros imediatos, Laura representa uma geração de líderes que entende que transformar o mundo exige responsabilidade, mas também sensibilidade. A transformação ecológica, para ela, não é um plano futuro — é um movimento presente, diário, construído no encontro entre inovação, ética e propósito.

Talvez a lição mais profunda deixada por essa conversa seja essa: a sustentabilidade não é um destino para onde se chega, e sim o caminho que escolhemos trilhar todos os dias.

Laura é Diretora de Sustentabilidade da Veolia América Latina. Antes de assumir o posto, foi Diretora de Transformação da Veolia Brasil, período em que foi responsável pela implantação de diversos projetos globais da companhia no país.
É formada em Engenharia Industrial pela Universidad Carlos III de Madri, Engenharia Mecânica - no INSA Rouen na França, e tem MBA em Administração de Negócios pela IE Business School.

Na Veolia desde 2008, Laura passou por diversos países e áreas. Na Veolia Espanha, atuou como líder de Desenvolvimento em projetos estruturados de energias renováveis e de eficiência energética. Na Veolia França, foi Diretora de Marketing e Suporte a Vendas por 1 ano e meio.

Em suas horas livres, gosta de viajar, estar em contato com a natureza, praticar esportes e passar tempo com a família e amigos.

foto de laura arias, diretora de sustentabilidade latam da Veolia
Laura Arias - Foto: Arquivo pessoal

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