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Escrito por Neo Mondo | 28 de fevereiro de 2019
Infelizmente para nós, as emissões de dióxido de carbono estão subindo dez vezes mais rápido agora do que durante o PETM. Naquela época, os incêndios florestais, a atividade vulcânica e o metano flutuando do fundo do mar e do permafrost eram os culpados. No ano passado, as emissões em países com economias avançadas aumentaram ligeiramente após um declínio de cinco anos. Nesse ritmo, o estudo prevê que a atmosfera da Terra será comparável ao início do PETM em 140 anos, atingindo um pico em 259 anos. Sabe quam será o resultado? A extinção em massa.
Philip Gingerich, o autor do estudo, fez uma revisão da literatura de estudos anteriores sobre PETM e a taxa de acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera. Baseado em oito estudos publicados entre 2009 e 2018, ele usou modelos para projetar emissões futuras causadas por seres humanos. Gingerich é professor emérito do departamento de ciências da terra da Universidade de Michigan. Ele dirigiu o Museu de Paleontologia da universidade por quase 30 anos.
“É como se estivéssemos deliberada e eficientemente fabricando carbono para emissão para a atmosfera a uma taxa que em breve terá consequências comparáveis a grandes eventos há muito tempo na história da Terra”, disse Gingerich à Earther.
Como ele afirma em seu estudo, “um segundo evento global de aquecimento de estufa em escala de PETM está no horizonte, se não pudermos reduzir as taxas de emissão de carbono antropogênico”.
*Aurélio Barbato é Administrador de Empresas e Economista, formado pela Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado especializado em Economia Sustentável, coordenou atividades, temas, discussões de políticas públicas e eventos importantes no setor da indústria eletroeletrônica. Para falar comigo envie um e-mail para aurelio@gestaoestrategica.com.br
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