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Escrito por Neo Mondo | 19 de outubro de 2020
O trabalho trinacional apoiou a restauração (plantio direto e regeneração natural) de aproximadamente 15.000 hectares de terra - Foto: WWFParceria para a restauração O WWF e a Fundação Vida Silvestre colaboraram com vários atores, desde governos locais, produtores rurais e comunidades indígenas, até outras ONGs e instituições de pesquisa. O setor privado também tem sido um importante stakeholder, como a Itaipu-Binacional, empresa do setor hidrelétrico e uma das principais implementadoras de restauração na ecorregião do Alto Paraná. Um exemplo desta troca entre múltiplos atores foi o segundo encontro da Rede Trinacional de Restauração da Mata Atlântica do Alto Paraná, realizado no dia 16 de setembro, de forma remota, que reuniu mais de 100 participantes de 33 organizações em prol do reflorestamento. (mais informações sobre o evento aqui). A restauração florestal é um processo de longo prazo e este é apenas o começo da história. Reunir diferentes esforços de restauração é crucial, diz Marcelo Limont, da iniciativa brasileira Corredor de Biodiversidade do rio Paraná: “Precisamos fortalecer e desenvolver redes que conectem os diferentes atores interessados em restaurar a Mata Atlântica. Parceria, aprendizagem e trabalho conjunto são muito importantes. Também ajuda com investimentos, não apenas de dinheiro, mas de capacidade e de recursos - seja emprestar equipamento, compartilhar conhecimento de técnicas de restauração ou fornecer mudas”. “O bom de ter uma rede são potenciais aliados”, concorda Ludmilla Pugilese, do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, coalizão que reúne mais de 200 organizações com a meta de restaurar 15 milhões de hectares de Mata Atlântica no Brasil até 2050. “Um único projeto de restauração não mudará a paisagem, não trará benefícios para toda a comunidade. Portanto, é importante unir ações e esforços para ter resultados mais amplos.”. O projeto de Restauração de Paisagens Florestais do WWF e da Fundação Vida Silvestre continuará até pelo menos 2023, quando o Plano de Ação Ecorregional termina. No entanto, os esforços trinacionais para a Mata Atlântica não devem finalizar – o posicionamento de parceiros a longo prazo, articulados por meio da Rede Trinacional de Restauração da Mata Atlântica, deverá auxiliar nos desafios da ecorregião. Para conhecer as lições aprendidas dos 16 anos de projeto trinacional, faça o download abaixo.
“O bom de ter uma rede são potenciais aliados”, comenta Ludmilla Pugilese, do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica - Foto: WWFParaguaiEntre o Raso da Catarina e o tempo que a natureza exige
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