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Escrito por Neo Mondo | 18 de dezembro de 2025
Cartaz do filme Avatar: Fogo e Cinzas - Foto: Divulgação
POR - REDAÇÃO NEO MONDO
Ação une arte urbana, conscientização ambiental e o universo do novo filme da franquia Avatar
O lançamento de Avatar: Fogo e Cinzas ganha uma intervenção artística de grande escala no Rio de Janeiro. Em parceria com o projeto Cinzas da Floresta, a ação transforma uma empena urbana em espaço de diálogo entre o cinema, a arte e o meio ambiente, utilizando tintas produzidas a partir de cinzas de incêndios florestais, coletadas em diferentes biomas do Brasil.
Criado em 2021 pelo artivista Mundano, o projeto Cinzas da Floresta surgiu a partir da vivência direta do artista como brigadista voluntário durante incêndios que atingiram a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal. Desde então, o coletivo passou a desenvolver murais e grafites com pigmentos feitos das próprias cinzas do desmatamento, usando a arte como ferramenta de denúncia e mobilização social. Ao longo dos últimos anos, o projeto realizou ações em diversas cidades brasileiras e fechou parcerias com organizações como o WWF, Greenpeace, Global Witness.
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No Rio de Janeiro, a empena apresenta a imagem de Varang, nova personagem Na’Vi que estreia em Avatar: Fogo e Cinzas. Líder do chamado clã das cinzas, a personagem tem uma conexão direta com a proposta do projeto, criando um elo entre a narrativa do filme e a realidade dos biomas brasileiros afetados pelo fogo proveniente da ganância. A ação reforça um tema presente na franquia desde o primeiro longa: a relação entre natureza, pertencimento e responsabilidade coletiva. A obra foi desenvolvida e pintada pelo projeto Cinzas da Floresta, pelas mãos de Denys Evol, Snek e André.
“Eu acho a arte uma ferramenta muito importante e única para trazer esses temas. O Cinzas da Floresta surge justamente do fogo, das queimadas, dessa situação espalhada por vários biomas do Brasil. Avatar fala da natureza e nos faz entender que somos parte dela. Essa junção é natural: uma tinta feita de cinzas, dialogando com essa nova temática do filme, alcançando mais pessoas e lembrando que preservar é uma necessidade”, afirma Mundano.
O Cinzas da Floresta é um projeto de artivismo que transforma resíduos da destruição ambiental em memória, imagem e ação coletiva. Desde sua criação, já realizou mais de 10 empenas e 12 murais, ocupando cerca de 4.800 metros quadrados de paredes em pelo menos 15 cidades brasileiras. O projeto também tem ligação com brigadas voluntárias de combate ao fogo, destinando recursos arrecadados com obras e ações para a formação de brigadistas, compra de equipamentos e fortalecimento da Rede Nacional de Brigadas Voluntárias.

Além das intervenções urbanas, o coletivo promove exposições e oficinas de pintura com as cinzas, aproximando diferentes públicos do gesto simbólico de criar a partir daquilo que foi destruído. A proposta é transformar cinzas em ferramenta de reflexão sobre emergência climática e futuro.
Avatar: Fogo e Cinzas chega aos cinemas brasileiros hoje, 18 de dezembro.
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