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Dia da Amazônia e a importância da bioinovação para a preservação da floresta

Escrito por Neo Mondo | 5 de setembro de 2021

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Foto - Divulgação

POR - REDAÇÃO NEO MONDO

   
O dia 5 de setembro foi escolhido para ser o Dia da Amazônia. A data celebra a Floresta Amazônica, local que desempenha um papel imprescindível para a vida no Planeta Terra
  Com 25 milhões de habitantes, seu vasto território proporciona um potencial inigualável no contexto da bioeconomia, oferecendo abundância e diversidade de matérias-primas, moléculas ainda inexploradas e conhecimento acumulado das populações locais sobre a disponibilidade e uso dessas fontes.  Essas características, associadas ao potencial econômico da exploração sustentável da região amazônica, colocam o Brasil em posição de destaque na bioeconomia global. Neste contexto, a Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) traz à tona a discussão sobre o tema e mostra como a biodiversidade é uma importantíssima ferramenta para o desenvolvimento de novas tecnologias, produtos com alto valor agregado, processos inovadores que permitem o uso sustentável dos recursos naturais, que demandam menor consumo de energia e o reaproveitamento de resíduos. Considerando que 60% da riqueza da Amazônia está presente no Brasil, as características associadas ao potencial econômico da exploração sustentável da região colocam o país em posição de destaque na bioeconomia global. Contudo, para a transformação desse potencial em realidade, faz-se necessário definir as estratégias de longo prazo que permitam enfrentar os desafios tecnológicos típicos de atividades pioneiras e que estimulem a atração de investimentos, permitindo o desenvolvimento de tecnologias e produtos inovadores com alto valor agregado, criando assim um ecossistema estimulante da bioeconomia avançada amazônica. Com o advento da quarta revolução industrial, que também pode ser conhecida como Indústria 4.0, novas formas de pensamento para uma cadeia produtiva mais integrada ganharam força e modificaram os processos logísticos com a união de tecnologias a novos conhecimentos de genética e biodiversidade. “Apesar de muito se falar sobre a preservação da Amazônia, a não exploração do local é um modelo inviável e que pode incentivar atividades ilegais. A floresta em pé vale muito mais que a floresta deitada, pois a exploração sustentável da Amazônia pode gerar um grande desenvolvimento econômico. Diante deste cenário, é necessária a criação de condições para o estabelecimento de um ecossistema estimulante ao desenvolvimento da bioeconomia avançada na Amazônia, cujos benefícios sejam convertidos em riqueza, qualidade de vida para a população local e desenvolvimento econômico para o país,” comenta Thiago Falda, presidente executivo da ABBI.
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