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Escrito por Neo Mondo | 30 de setembro de 2019

Até 12 de setembro, a área total de alertas de desmatamento na Amazônia brasileira é de 7.129 km2 --um aumento significativo se comparado com a média dos últimos dez anos, 148%.
Quando a área sob alertas de desmatamento em 2019 é comparada a 2018, observamos mais de 90% de aumento em junho, 278% em julho e 223% em agosto. Nos primeiros doze dias de setembro, o desmatamento já atingiu uma área de 721 km2, valor 97% superior ao mesmo período de 2018.
A área de alertas de desmatamento (Deter/INPE) dentro de áreas protegidas (UCs) e terras indígenas (TIs) entre janeiro e agosto de 2019 cresceu 134% em comparação a 2018 e mais de 320% em 2017. A proporção de área com alertas de desmatamento nas UCs e TIs em relação ao desmatamento na Amazônia como um todo também indicam uma tendência de alta nos últimos três anos avaliados: 11% em 2017, 13% em 2018 e 17% em 2019.
Na Amazônia, 31% dos focos de queimadas registrados até agosto deste ano localizavam-se em áreas que eram floresta até julho de 2018, segundo análise feita pela equipe do WWF-Brasil.
Esse resultado revela que aproximadamente um em cada três focos de queimadas registrados em 2019 não tiveram relação com a limpeza de pastagens, mas sim com queimadas que sucederam o corte de áreas de floresta, no ciclo tradicional de corte e queima. Historicamente, na Amazônia, o uso do fogo é um dos estágios finais do desmatamento após o corte raso da floresta.
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