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Energia solar, o gelo e o açaí conectam comunidades da Amazônia

Escrito por Neo Mondo | 28 de outubro de 2019

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A instalação das placas solares vai permitir a produção de gelo, essencial para dar mais autonomia à produção de açaí e peixe das comunidades © Diego Baravelli / Greenpeace

POR - THAÍS HERRERO (GREENPEACE) / NEO MONDO

 
Projeto do Greenpeace de freezers solares no Amapá aponta para um modelo de desenvolvimento virtuoso para a Amazônia e contra o avanço do petróleo
O que gelo, energia solar e açaí têm em comum? Se estivermos nas comunidades ribeirinhas do Bailique, Amapá, tudo. Quatro vilas da região agora produzem gelo com freezers que funcionam à base de painéis fotovoltaicos. Boa parte desse gelo vai ser usado para refrigerar polpas de açaí e peixe – os dois produtos que são a base da economia local. O Bailique é um arquipélago remoto formado por oito ilhas na foz do rio Amazonas. Para chegar lá, onde vivem 46 comunidades em meio à floresta Amazônica, leva-se de 12 a 14 horas de barco de Macapá. A harmonia com a floresta é uma das principais características e talvez a mais marcante dessas pessoas. A outra característica não é tão boa. São comunidades ameaçadas pelo avanço da pecuária, pela ameaça da exploração de petróleo e que seguem à margem do sistema elétrico do país. A energia que chega ali é inconstante e os deixa por dias, ou semanas, no escuro e na mão. Muitas comunidade sequer têm acesso à rede elétrica, e por isso a geladeira é um item pouco comum nas casas. A saída é recorrer a geradores a diesel, que só funcionam quatro horas por dia, devido ao alto custo. A prefeitura arca com uma parte do combustível, mas a manutenção é por conta dos moradores – e chega a custar até R$ 3 mil a cada conserto.

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