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Mamba Water leva água potável ao Pará e inaugura um legado rumo à COP30

Escrito por Neo Mondo | 14 de agosto de 2025

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Esse é o início de um legado rumo à COP30 - Imagem gerada por IA - Foto: Ilustrativa/Divulgação

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO

Marca de impacto do ecossistema HEINEKEN Spin entrega mais de 20 milhões de litros de água potável à Ilha do Combu e Benevides, unindo propósito, colaboração e futuro sustentável

Às margens do Rio Guamá, a Ilha do Combu parece um cartão-postal perfeito — o verde fechado da floresta, o brilho líquido do rio, o canto dos pássaros. Mas, por trás dessa paisagem exuberante, esconde-se uma contradição dolorosa: viver cercado de água e, ao mesmo tempo, não ter água potável para beber.

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É nesse cenário que chega a Mamba Water, marca de água em latas integrante do ecossistema HEINEKEN Spin, com uma missão tão simples quanto transformadora: doar um litro de água potável para cada lata vendida. Agora, essa promessa se traduz em ação concreta no Pará, beneficiando mais de 500 pessoas em Belém e Benevides, com a entrega de mais de 20 milhões de litros de água tratada.

Do sertão à Amazônia: uma jornada de impacto

O Mamba Water Project nasceu no sertão cearense, em Acopiara, levando mais de 16 milhões de litros de água potável a comunidades castigadas pela seca. Agora, atravessa o país para alcançar dois territórios com histórias e desafios únicos: Piriquitaquara, na Ilha do Combu, e Taiassuí, em Benevides.

Ambas as comunidades receberão Estações de Tratamento de Água (ETA), estruturas capazes de garantir abastecimento contínuo, seguro e de qualidade — uma virada de página para quem há anos convive com a escassez e a insegurança no consumo de água.

Quando a urgência encontra o propósito

Na Ilha do Combu, o acesso à água potável significa atravessar o rio de barco para comprar garrafões — um esforço que consome tempo e parte importante do orçamento familiar. Em Benevides, a situação não é menos desafiadora: a água disponível é limitada e, muitas vezes, imprópria para consumo, exigindo deslocamentos de até 40 minutos.

Para Mauro Homem, vice-presidente de Sustentabilidade & Assuntos Corporativos do Grupo HEINEKEN, a entrega carrega um significado profundo:

“Levar água potável para comunidades como a Ilha do Combu, um lugar cercado por rios, mas onde um dos maiores desafios ainda é a falta de água para beber, é simbólico e necessário.”

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Imagem gerada por IA - Foto: Ilustrativa/Divulgação

Impacto que se multiplica quando há união

Essa transformação não vem sozinha. O projeto é fruto de uma rede colaborativa que reúne Ball, Ambipar e Volkswagen Caminhões e Ônibus, provando que causas urgentes precisam de alianças sólidas.

A chegada da iniciativa ao Pará não é apenas uma ação social — é o marco inicial de um legado que a HEINEKEN Spin pretende deixar como contribuição tangível para a COP30, que será sediada em Belém.

Do samba ao sertão, litros que contam histórias

O alcance do Mamba Water Project já atravessou diferentes cenários. Durante o Carnaval 2025, no Rio de Janeiro, mais de 1 milhão de litros de água potável foram doados a uma comunidade, em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA). Na ocasião, cada lata vendida na Sapucaí significava dois litros de água destinados à favela escolhida pela escola campeã.

Mais que números: um compromisso com a vida

Desde 2024, a Mamba Water já superou suas próprias metas, dobrando o volume de doações previstas — 16 milhões de litros entregues até aqui. Para 2025, a meta é chegar a 20 milhões de litros apenas com os projetos no Pará, e, até 2033, ultrapassar 150 milhões de litros.

No fim das contas, o que essa iniciativa nos ensina é simples: diante da crise climática e da desigualdade, não basta falar em sustentabilidade — é preciso levá-la, gota a gota, até as mãos de quem mais precisa.

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