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Escrito por Neo Mondo | 10 de novembro de 2025
A adesão da Norte Energia ao Movimento Impacto Amazônia, do Pacto Global da ONU, mostra que proteger a Amazônia é mais do que um dever ambiental — é uma escolha estratégica, ética e de futuro - Foto: Divulgação/Norte Energia
POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Adesão ao Pacto Global da ONU marca virada estratégica da empresa de energia — que já opera na região da Usina Hidrelétrica Belo Monte — para ampliar impacto socioambiental, valorizar comunidades tradicionais e colaborar com a bioeconomia na Amazônia Legal
Quando eu penso na Amazônia, sinto uma pulsação — a da floresta viva, dos povos indígenas, dos rios que serpenteiam histórias milenares, e da importância global de manter tudo isso de pé. Hoje, escrevo com alegria porque a Norte Energia decidiu dar um passo que, se seguido com seriedade, pode ressoar muito além de seus muros corporativos. A empresa aderiu ao Movimento Impacto Amazônia — iniciativa do Pacto Global da ONU — comprometendo-se com a conservação da floresta, o fortalecimento da bioeconomia regional e o protagonismo dos povos e comunidades.
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Para começar, a adesão não é um mero selo: é uma carta-compromisso com dois principais eixos:
No caso da Norte Energia, essa decisão se entrelaça com o fato de ela operar na área da Usina Hidrelétrica Belo Monte, no bioma amazônico — ou seja: a relação entre empresa / território / floresta já existia. A nova etapa agora é: elevar essa relação para uma estratégia voluntária, de colaboração extensa, de transparência e de responsabilização.
Pelos dados que temos:
Esses números já demonstram que não estamos mais no “projeto piloto” ou promessa vaga — há carga de ações, e agora vem o reforço institucional por meio do movimento do Pacto Global.
Estamos numa encruzilhada — a floresta amazônica não é mais “ainda vamos ver”, ela é peça-chave da regulação climática global, da biodiversidade, da conservação de recursos hídricos, de povos originários, de bioeconomia. O próprio Movimento Impacto Amazônia afirma que “a conservação da Amazônia é uma das prioridades-chave para a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU”.
E mais: segundo pesquisas recentes, muitas empresas ainda não medem com precisão se suas cadeias de valor impactam o desmatamento — por isso o chamado para que o setor privado assuma protagonismo.
Então, se a Norte Energia está entrando nessa trilha, é momento de olhar para frente com otimismo — porque ações concretas agora têm potencial de virar marcos.
Vou ser franco: trabalhar com sustentabilidade, meio ambiente, inovação e conservação me fez ver muitos “compromissos” que morrem no papel. Quando vejo uma empresa que já está “no território” da Amazônia dizer “ok, vamos aderir ao movimento”, penso: aqui há uma ponte entre discurso e território, entre estratégia corporativa e floresta, entre lucro e propósito. Isso me anima de verdade.
A floresta não está ali apenas como cenário — ela está viva, respirando, respondendo ao que fazemos. E um compromisso como esse meio que nos dá fôlego. Se considerarmos que manter a floresta viva significa não só proteger árvores, mas preservar os saberes de comunidades indígenas e tradicionais, garantir que a bioeconomia floresça, que as futuras gerações tenham alternativas sustentáveis — então, sim, estamos falando de legado.
Claro, não é tapinha nas costas e acabou:
Para que essa adesão seja mais do que simbólica, vale acompanhar:
Termino com sentimento de otimismo — e com o convite que fazemos aos nossos leitores: observar, cobrar, apoiar. Porque essa adesão da Norte Energia ao Movimento Impacto Amazônia pode virar um símbolo: de que empresa, floresta, comunidade e inovação caminham juntos. De que “energia limpa” não é só gerar megawatts, mas gerar futuro para a Amazônia, para o Brasil e para o planeta.
Se cada empresa que opera no Norte pensar desse jeito — não mais “explorar” mas “colaborar, conservar, regenerar” — então teremos motivos reais para sorrir. E a floresta poderá continuar cantando, fluindo, respirando — e nós, também.
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