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Escrito por Neo Mondo | 11 de julho de 2019

“A questão fundamental”, diz a carta dos cientistas, “não está na produção de dados confiáveis sobre a geografia do desmatamento, mas sim na necessidade de órgãos do governo de manter um sistema de fiscalização ágil, intenso e contínuo”.
A missiva é assinada pelos presidentes da ABC (Academia Brasileira de Ciências), Luiz Davidovich, da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Ildeu Moreira, da Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), do Confap (Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa), do Confies (Conselho Nacional de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica), do Conif (Conselho Nacional das Intituições da Rede Federal de Educação Profissional) e da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas.
O documento aponta que o Inpe monitora florestas desde 1988 e tem reconhecimento internacional por isso.
“Os sistemas de monitoramento diários de desmatamento e de detecção de queimadas (PRODES, DETER e QUEIMADAS) refletem o estado da arte mundial neste tema”, diz a carta.
“É fundamental que esses produtos, de importância estratégica para a implementação de políticas públicas no Brasil, sejam desenvolvidos e monitorados por órgãos confiáveis e isentos de influências ou interferências em seus resultados.”
“O general Heleno afirmou que os dados do Inpe são manipulados. Essa carta afirma a competência e a transparência do Inpe”, disse Davidovich ao OC.
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