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Escrito por Neo Mondo | 16 de novembro de 2025
Transição energética justa se faz com Amazônia no centro - Foto: Divulgação/AXIA Energia
POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO
Bioeconomia, Amazônia e uma transição energética que nasce do território e devolve dignidade às pessoas e à natureza
Hoje foi um daqueles dias em que a gente sente que saiu diferente de uma conversa. Eu digo isso porque mergulhei na entrevista conduzida pela jornalista Maria Eduarda Pereira, da GSS Impact Development Company, em parceria com o Portal Neo Mondo, com dois nomes fundamentais para entender o momento histórico em que estamos vivendo:
🔹 Moara Morasche, gerente de estratégia climática e biodiversidade da AXIA Energia
🔹 Pedro Villela Capanema, gerente executivo de responsabilidade social da AXIA Energia
Assista AQUI a entrevista!
A AXIA, vale dizer, não é apenas uma empresa de energia. É a maior empresa de energia renovável do hemisfério sul — e está se tornando um espelho da transição energética que o Brasil diz ao mundo que quer liderar.
E eu preciso contar o que mais me atravessou.
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Quando a Moara disse isso, eu senti algo muito genuíno na fala. Não era marketing, não era discurso pronto. Era alguém que entende o quanto esse momento diz sobre nós como país.
“Essa COP é marcada pela implementação, não pela promessa. É a COP da bioeconomia, onde biodiversidade, clima e pessoas finalmente aparecem conectadas.”
Eu confesso que sorri quando ouvi isso, porque esse sempre foi o ponto central da nossa luta: não existe solução climática que ignore a vida.
E não existe vida sem floresta, sem água, sem comida, sem gente.
Pedro completou a conversa com algo que me fez pensar por minutos depois do vídeo acabar:
“Transição energética justa é reconhecer que a Amazônia não é tema paralelo. Ela é o centro da tomada de decisão.”

E aí veio o trecho que me arrepiou:
“A floresta já tem guardiões há séculos. Se nós queremos futuro, precisamos escutar quem segura esse futuro com as próprias mãos.”
A fala dele traz uma verdade dura e, ao mesmo tempo, luminosa:
Não adianta querer proteger a Amazônia sem os povos que são Amazônia.
A Moara descreveu algo que devia estar desenhado em toda sala de reunião pública e privada do Brasil:
“Bioeconomia não é extrair da floresta. É construir com ela.”
Eu parei o vídeo. Repeti em voz alta. Anotei.
É simbólico, é político, é urgente.
E faz da COP30 um terreno fértil para que o Brasil deixe de ser apenas detentor de um bioma essencial e se torne autor do futuro do clima no planeta.
O que Moara e Pedro lembram ao mundo:
✔ Transição energética não é só mudar a fonte de energia —
é mudar a forma de se relacionar com quem produz, vive e protege o território.
✔ Amazônia não é laboratório —
é lar, cultura, ancestralidade, ciência viva.
✔ Biodiversidade não é vitrine —
é infraestrutura da vida.
E eu pensei comigo: se essa visão ganhar escala, talvez a gente consiga mesmo reescrever essa história.
Ficou a certeza de que a transição não será feita só com tecnologia, mas com escuta.
Que o enfrentamento climático não será liderado apenas por governos, mas por alianças éticas.
E que a COP30 não é um evento:
é um ensaio de país — talvez o mais importante do nosso século.
A entrevista faz parte da série #VozesDaCOP30, conteúdo especial GSS Impact + Neo Mondo, disponível aqui:
👉 https://www.instagram.com/reel/DRE_hExkW2f/?igsh=MTc4MmM1YmI2Ng==
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