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Bichos: um encontro entre arte, ciência e alma sertaneja

Escrito por Neo Mondo | 3 de novembro de 2025

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Hoje é dia de celebrar a arte, a ciência e o Cerrado! - Foto: André Dib/Divulgação

POR - OSCAR LOPES, PUBLISHER DE NEO MONDO

Na Livraria Travessa Pinheiros, André Dib e Reuber Brandão lançam o livro “Bichos | Trijunção & Grande Sertão Veredas”, um tributo à savana mais biodiversa do planeta

Tem livros que a gente não apenas lê — a gente vive. “Bichos | Trijunção & Grande Sertão Veredas” é um desses. Ele chega às prateleiras e aos corações como um respiro em meio ao barulho do mundo, lembrando que a natureza continua lá, pulsando, mesmo quando a gente se esquece de ouvir.

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No dia 3 de novembro, às 19h, a Livraria Travessa Pinheiros, em São Paulo, será palco de um encontro raro entre arte, ciência e sensibilidade. O fotógrafo documentarista André Dib e o biólogo Reuber Brandão se reúnem para uma sessão de autógrafos e lançamento dessa obra que celebra o Cerrado — a savana mais biodiversa do planeta, e ao mesmo tempo, uma das mais ameaçadas.

Um olhar sobre o coração do Brasil

O livro é um convite à contemplação e ao espanto. Dib, com sua lente poética, e Brandão, com sua mente científica e alma sertaneja, revelam a fauna encantada da região da Trijunção — ali, onde Bahia, Goiás e Minas Gerais se encontram — e do lendário Parque Nacional Grande Sertão Veredas.

Cada fotografia é uma confissão de amor à natureza: tamanduás-bandeira cruzando campos dourados, araras colorindo o céu, lobos-guará caminhando com elegância sobre o horizonte.
Cada página traz também o peso suave da história, um resgate das origens e das forças que moldaram essa paisagem única — território de Guimarães Rosa e de tantos outros “bichos humanos” que aprenderam a sobreviver e sonhar em meio à vastidão do sertão.

O Observatório da Biodiversidade e o poder do registro

“Bichos” é o primeiro livro do selo Observatório da Biodiversidade, uma iniciativa que nasce com a missão de documentar e preservar a beleza e a complexidade da vida selvagem brasileira.
Mais do que um projeto editorial, é um ato de resistência e esperança — um lembrete de que conhecer é o primeiro passo para conservar.

A cada imagem, a cada relato, o livro nos leva a uma viagem interior. A gente sente o vento do Cerrado, o cheiro de terra molhada, o som das cigarras, e entende: proteger o que é nosso é proteger a nós mesmos.

foto de gato maracajá, remete a matéria Bichos: um encontro entre arte, ciência e alma sertaneja
Gato Maracajá - Foto: André Dib/Divulgação
Onde encontrar

A obra está disponível nas Livrarias da Travessa de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Lisboa, além da versão online. É o tipo de livro que você não compra apenas para ler, mas para deixar aberto na mesa da sala — como quem deseja que a casa respire natureza.

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Uma celebração do que ainda pulsa

“Bichos” não é só um livro. É uma celebração do que ainda resiste — da fauna, da flora e da emoção de ser parte deste país tão plural e selvagem.
É sobre o Cerrado, mas também sobre a gente. Sobre como a arte pode iluminar o que a pressa apaga. Sobre como a ciência pode tocar o coração.

E no fim, a sensação é uma só: de que o Brasil é muito maior, mais bonito e mais vivo do que às vezes a gente imagina.

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