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Escrito por Neo Mondo | 12 de agosto de 2019
Durante o evento, os presentes conheceram várias iniciativas que já estão revolucionando a indústria. Entre elas, uma super levedura com altos rendimentos de fermentação, uma alteração na quantidade de mexilhões fêmeas que permite um controle eficaz de populações invasoras em reservatórios e instalações elétricas, substituindo o controle químico e gerando ganho de US$ 120 milhões por ano para o setor, além de uma cana-de-açúcar geneticamente modificada e mais adequada ao processamento industrial, mais fácil de ser digerida e com maior valor nutricional para os animais ruminantes.
Na área da beleza, um tratamento capilar com recarga de proteína dirigida especificamente para a área danificada dos cabelos e tintura e alisamento à base de resíduos também chamaram a atenção, assim como o uso de uma substância da madeira que permite a diminuição de produtos de origem fóssil.
De acordo com a ABBI, segundo dados globais do setor, a bioeconomia tem potencial para evitar a emissão de até 2,5 bilhões de toneladas de CO2 por ano, reduzir a importação de mais de 130 bilhões de litros de gasolina nos próximos 10 anos, além de substituir o uso de petroquímicos em 25% apenas na próxima década.
Desde junho, a Frente Parlamentar Mista pela Inovação na Bioeconomia (FPBioeconomia), que conta com o suporte da Associação Brasileira de Bioinovação, discute estabelecer uma Estratégia Nacional de Políticas para a Bioeconomia com o objetivo de ampliar a aplicação do conceito no país.
Durante o Fórum, o Prêmio Brasil Bioeconomia 2019 premiou as soluções inovadoras da Braskem, na categoria Empresas Âncoras; GlobalYeast, entre as Startups & Scale-ups; e Bio Bureau, na seção ideia.
| Empresas Âncora | Start-ups & Scale-ups | Ideia |
| Braskem – MEG Verde. | GlobalYeast - XL4N: Levedura de alto desempenho para E1G. | Biobureau - Controle Biotecnológico da Infestação do Mexilhão Dourado. |
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