Essa não é a primeira vez em que as Dríades dos contos gregos aparecem em solo brasileiro. O novo gênero da família
Rutaceae também é uma referência ao nome dado ao domínio da Mata Atlântica pelo botânico alemão Carl Friedrich Philipp von Martius, durante suas expedições pelo Brasil. A escolha de
Dryades celebra os 201 anos do final dessa viagem, parte da Missão Austríaca que explorou o Brasil no século XIX. Martius e seu colega naturalista Johann Baptist von Spix percorreram, entre 1817 e 1820, mais de 10 mil quilômetros, com achados que trouxeram descobertas para as áreas de botânica, zoologia e etnografia.
Além de Dríades
como nome para a Mata Atlântica, o pesquisador alemão se inspirou na mitologia grega para nomear as regiões fitogeográficas do Brasil e homenageou outras ninfas, como as Oréades, nos Cerrados do Brasil Central, as Náiades, na Amazônia, as Hamadríades, na Caatinga, e as Napeias, nas florestas de araucária no Sul do País.
O estudo
Uma ninfa das árvores da Mata Atlântica brasileira; Dryades (Galipeinae, Rutaceae), um novo gênero neotropical segregado de Conchocarpus, publicado na revista
Molecular Phylogenetics and Evolution, faz parte de uma grande pesquisa que tem sido conduzida pelo professor Groppo com as
Rutaceae neotropicais, no
Laboratório de Sistemática de Plantas do Departamento de Biologia da FFCLRP, com a participação de alunos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros.
O estudo é financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (
Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (
CNPq) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (
Fapesp).