POR - REDAÇÃO NEO MONDO
A Dow apresentou os resultados dos projetos alinhados às metas globais em evento virtual que contou com a participação de John Elkington, um dos maiores especialistas de sustentabilidade corporativa, no mundo
A Dow promoveu o evento virtual
“Diálogos Mais Sustentáveis” para apresentar o resultado dos projetos desenvolvidos na América Latina alinhados às Metas de Sustentabilidade anunciadas globalmente, em junho. Para se tornar a empresa de ciência de materiais mais sustentável, inclusiva e inovadora do mundo, a empresa pretende:
- reduzir as emissões anuais de carbono em 5 milhões de toneladas até 2030 e alcançar a neutralidade em 2050;
- investir no desenvolvimento de tecnologias e processos para que 1 milhão de toneladas métricas de plástico sejam coletadas, reutilizadas ou recicladas até 2030
- aprimorar o portfólio com foco em design para a reciclabilidade para que, até 2035, a companhia ofereça 100% de produtos reutilizáveis ou recicláveis nas aplicações de embalagens.
Sustentabilidade é pedra angular dos negócios da Dow. Para a companhia, a transição da economia linear para a circularidade é o caminho para novas oportunidades de negócios, com ganhos para o mercado, a sociedade e o planeta, com base nos princípios ESG
(sigla para
Environment, Social and Governance, em português, Meio Ambiente, Social e Governança).
Por isso, a Dow reforça seu compromisso com a sustentabilidade, trabalhando com formuladores de políticas, governos, universidades, associações, outras empresas e organizações para o desenvolvimento de soluções com base nas novas metas e com foco em três áreas principais na América Latina:
1.Proteger o clima
- Impulsionar a economia circular - A economia circular tem como base 6 pontos principais: produção, design, reutilização, coleta e classificação, reciclagem e mercados para materiais recuperados. Eles são co-dependentes. Avançaremos em uma economia circular, oferecendo soluções para promover e acelerar a transição para uma economia circular em mercados-chave.
- Entregar materiais mais seguros - almejamos um futuro em que cada material que trazemos ao mercado seja sustentável para as pessoas e para o nosso planeta.
“Estamos posicionados na base das cadeias de valor mais relevantes e nossas soluções desempenham um importante papel na soma de esforços para o alcançar o desenvolvimento sustentável da indústria latino-americana”, reforça Javier Constante, presidente da Dow para a América Latina.
Proteção do clima
Com foco em proteção do clima, a Dow investiu na aquisição de energia eólica para seu complexo fabril em Bahia Blanca, na Argentina, e na ampliação do uso de fontes renováveis de energia nas fábricas de Aratu e Breu Branco, no Brasil. Os contratos firmados na América Latina deverão acelerar a meta global de obter 750MW da demanda de energia renovável até 2025.
Foto - Pixabay
A unidade industrial de Aratu, por exemplo, já possui 75% do consumo de energia renovável (hidrelétrica, biomassa e gás natural). Em junho, a Dow firmou Contrato de Compra de Energia (PPA) com a
Atlas Renewable Energy, para consumo de energia solar. A nova planta solar irá evitar cerca de 35.000 toneladas de emissões de CO2 por ano com base no GHG (
Greenhouse Gases Protocol). Essa quantidade de emissão de CO2 evitada pode ser comparada à retirada de 36,8 mil veículos das ruas de São Paulo.
Na Argentina, no complexo industrial de Bahía Blanca, atualmente, 20% do consumo de energia nesse local de produção vem da energia eólica, de um acordo com a Central Puerto assinado em 2019.
Economia circular
Para desenvolver e fomentar a economia circular na região, a Dow investe em programas e iniciativas que fomentam projetos de circularidade nos principais mercados chave em que atua.
Além de diminuir a quantidade de resíduos descartados, a circularidade proporciona um impacto significativo nas emissões de gases de efeito estufa. “A incorporação de mais conteúdo reciclado de qualidade no ciclo produtivo possibilita a redução da pegada de carbono e está em linha com nossas metas globais”, lembra o presidente da companhia.
Usando tecnologias avançadas e o design para a reciclabilidade, a Dow está desenvolvendo soluções para que a indústria produza embalagens com menos quantidade de plásticos em suas estruturas e que essas estruturas sejam recicláveis. Além dessas soluções, que incluem famílias de produtos compatibilizantes que facilitam a reciclagem do polietileno e de outros materiais, a companhia acaba de lançar a nova resina plástica feita a partir de resíduos PCR (pós-consumo reciclado).
Plástico reciclado de volta ao consumo
Em parceria com a Boomera LAR, a Dow iniciou a produção industrial da resina
PCR HDPE 96032, feita totalmente a partir de plástico pós-consumo. Inicialmente, o produto será comercializado no Brasil mas, em breve, novas resinas semelhantes serão lançadas na Colômbia, México e Argentina, onde já foram anunciadas alianças com parceiros locais.
Com a nova resina PCR, a Dow traz para esse mercado um produto com alto padrão de tecnologia empregada e qualidade de produção para ser incorporado em diferentes aplicações de embalagens, atendendo às metas de incorporação de conteúdo reciclado dos donos de marca (uma média de 25% até 2025, de acordo com a Fundação Ellen MacArthur), mantendo a processabilidade e garantindo alto desempenho do material.
Para suprir essa produção, a Dow desenvolveu um programa de reciclagem inclusiva que garante uma fonte de resíduos plásticos consistentes e confiáveis. O piloto desse programa foi desenvolvido em São Paulo, em parceria com a Boomera e a Fundación Avina, e chamado de “Reciclagem que Transforma”. Nesse piloto, iniciado em 2018, a Dow trabalhou com cinco cooperativas, aprimorando processos e práticas de gestão, e formalizando esse mercado.
Além desse programa, a Dow, através da Latitud R, apoia projetos de alto impacto social e econômico relacionados à reciclagem inclusiva e economia circular para aumentar o acesso dos recicladores informais aos mercados de reciclagem da América Latina e Caribe.
Foto - Pixabay