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Escrito por Neo Mondo | 11 de janeiro de 2019
A mudança formal consolida na política externa brasileira as ideias peculiares do chanceler sobre a agenda internacional de desenvolvimento sustentável. Araújo já escreveu que a mudança do clima é parte de um complô da esquerda. A extinção da Divisão de Clima permite antever que o tema climático perderá peso no Itamaraty – apenas dois anos e meio depois de o então chanceler José Serra promovê-lo a prioridade – ficando prejudicada a participação que o Brasil tem nas negociações do clima e que traz recursos, investimentos e soft power ao país.
Com isso, o Brasil abdica um papel de destaque e que vem ocupando desde 1992 nas negociações multilaterais de desenvolvimento sustentável – um dos poucos aspectos da cena internacional em que o país é líder nato. A nova economia verde, defendida na Eco92 e na Rio +20, no Rio de Janeiro, encolhe para ceder espaço ao velho extrativismo mineral e ao agronegócio, reforçados na nova estrutura do Itamaraty, numa primarização da política externa.
Em novembro, quando Ernesto Araújo foi indicado como chanceler, o OC escreveu que esperava que as responsabilidades do cargo tornassem o chanceler diferente do blogueiro. O blogueiro prevaleceu – para azar do Brasil, dos brasileiros e dos nossos produtos, que devem perder mercado.
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