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Escrito por Neo Mondo | 15 de agosto de 2019
Aluna do curso técnico de Administração no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Osório, no Rio Grande do Sul, Stradioto desenvolveu um filme plástico biodegradável a partir da casca de maracujá. Vestindo uma camiseta com a frase “Faça pesquisa como uma garota”, contou que a ideia surgiu quando começou a imaginar um destino para o lixo orgânico gerado na produção da fruta, em trabalho com um grupo de agricultores familiares. “Descobri que a saída estava na pesquisa”, disse.
A principal motivação de Pennachin, inventora do canudo de inhame, foram as imagens dos oceanos infestados de plástico. No processo de criação do biocanudo, ela confessa ter “errado” várias vezes. “O legal é não desistir e sair em busca de respostas.”
Ambas procuram agora patentear os seus inventos. O registro de patente do plástico biodegradável à base de maracujá já está tramitando, por iniciativa do escritório de patentes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia gaúcho. O do biocanudo não. “Não consegui registrar a patente por ter apenas 17 anos. Isso não tem lógica”, disse Pennachin.
As jovens também destacaram o papel fundamental dos professores e orientadores no despertar de seu interesse pela ciência e pela pesquisa. “Eles transformaram a vida da gente. Deram-nos confiança e fizeram com que acreditássemos em nosso sonho”, disse Stradioto, que, tendo ganhado o 1º lugar na categoria Ciência dos Materiais na Intel International Science and Engineering Fair (Isef), que premia pré-universitários, nos Estados Unidos, ganhou também o direito de nomear um asteroide com o seu sobrenome.
O secretário executivo da Educação, Haroldo Correa Rocha, justificou a escolha do Colégio Culto à Ciência para sediar o lançamento da série e do concurso Ciência para Todos. “Trata-se de uma das 17 escolas do programa de educação integral com currículo diferenciado, com tempo integral para alunos e professores. Não é por menos que temos uma aluna como a Maria Pennachin aqui”, disse.
Reconhecendo também a importância de aproximar os jovens do ensino médio e superior, ele adiantou que está em andamento um programa que estreitará as relações dos estudantes com o Centro Paula Souza e as universidades de São Paulo (USP), de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp).
Marcos Vinicius de Souza, subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Secretaria de Desenvolvimento (SDE), afirmou ser “um privilégio” estar num colégio que reconhece a importância da ciência e dos cientistas. Em Israel, os cientistas são considerados heróis e, nos Estados Unidos, são pessoas bem-sucedidas do ponto de vista financeiro. “A ciência muda a vida das pessoas, tem um propósito e, adicionalmente, pode proporcionar retorno financeiro ao pesquisador."
Também participaram do lançamento da série e do concurso Ciência para Todos André von Zuben, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, representando o prefeito de Campinas, Jonas Donizette; Cármino Antonio de Souza, secretário municipal da Saúde de Campinas e membro do Conselho Superior da FAPESP, e Eduardo Moacyr Krieger, vice-presidente da FAPESP.
Para mais informações sobre o evento em Campinas acesse o perfil da Agência FAPESP no Instagram e no Twitter.
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