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Escrito por Neo Mondo | 11 de julho de 2019
O Ministério da Educação (MEC) homologou as novas diretrizes curriculares para os cursos superiores de Engenharia. A implementação dos novos moldes de ensino pode ser realizada em até três anos após a publicação do documento e fica a cargo de cada instituição de ensino viabilizar o novo formato.
A nova estrutura estimula a modernização dos cursos Graduação para formar engenheiros capazes de enfrentar as transformações do mercado e os desafios impostos com o avanço tecnológico e da Indústria 4.0. Os três principais pilares da mudança são o aumento da qualidade do ensino em Engenharia; a maior flexibilidade na estruturação dos cursos, de modo a induzir que as instituições de ensino inovem seus modelos de formação; e a redução na taxa de evasão nessa modalidade.
Dessa forma, pretende-se que os cursos de Engenharia se tornem mais dinâmicos e práticos, com metodologias de ensino ativas e que incentivem os estudantes a projetarem soluções para problemas reais ao longo de todo o curso. Para a gerente de projetos da Diretoria Acadêmica da Universidade Positivo, Patrícia Maggi, as mudanças fazem com que o aluno aprenda a Engenharia por meio de competências - e não conteúdos avulsos que podem ser esquecidos em um curto prazo de tempo. “Por meio da aplicação de projetos desde o primeiro ano da Graduação, mostramos para o acadêmico o sentido de cada conceito que ele está aprendendo, fazendo com que tudo se relacione e tenha uma ordem lógica”, explica.
Créditos: divulgação/Universidade PositivoEstudante do quarto ano de Engenharia Mecânica, Felipe Baiolim Pogere já sentiu a importância das aulas práticas ao buscar uma colocação no mercado. “Com a aplicação dos conhecimentos na prática, aprendi a utilizar ferramentas que foram essenciais na busca por um estágio fora da universidade”, conta. Além disso, o estudante ressalta o valor da interação com os colegas, uma das propostas das diretrizes. “O aumento da frequência de trabalhos em grupo faz com que a gente interaja mais – e é isso que sentimos quando vamos para o mercado”, conclui.
Para os acadêmicos matriculados antes da mudança, vale o direito de concluir o curso com base nas diretrizes anteriores, podendo optar pelas novas em um acordo com as respectivas instituições. Para realizar a avaliação dos cursos de Engenharia após a adaptação, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) vai definir um novo instrumento no prazo de 90 dias, a partir da publicação da resolução.
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