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Escrito por Neo Mondo | 16 de dezembro de 2020
Foto - Pixabay"O Espírito Santo tem um dos mais bem-sucedidos programas de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) do país, o Reflorestar. Uma atuação mais forte do Reflorestar no norte do estado pode ajudar os produtores a se adequarem à legislação e investirem na restauração com fins de aumentar a segurança hídrica", destaca Luciana Alves, do WRI Brasil, uma das autoras do estudo. Além desses serviços ambientais essenciais, o estudo também propõe modalidades de restauração que gerem renda de forma sustentável para o produtor rural, tais como o uso de Sistemas Agroflorestais (SAFs) e dos sistemas de Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF). "Identificar oportunidades para que os produtores locais possam restaurar, melhorando ao mesmo tempo o solo e a água de suas propriedades e gerando renda, é uma das formas para impulsionar a restauração nas bacias de Itaúnas e São Mateus", diz Marcia Lederman, do CBH Itaúnas. No mundo há cerca de 2 bilhões de hectares de áreas e florestas degradadas que podem se beneficiar de investimentos públicos e privados para recuperar sua funcionalidade e produtividade. Coincidentemente, 2 bilhões de hectares é a área necessária para atender à demanda global por alimentos e fibras até 2050. No Acordo de Paris, o Brasil assumiu o compromisso de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de áreas e florestas degradadas até 2030. O Estado do Espírito do Santo, por sua vez, comprometeu-se com a restauração de 80 mil hectares pela Iniciativa 20x20, e vem trabalhando para ampliar as ações de restauração e se tornar uma referência na silvicultura de nativas no país. A ONU declarou 2021-2030 como a Década da Restauração, mais um indicativo que o planeta espera ações em escala para enfrentar problemas como as mudanças climáticas e a desertificação, já que a restauração florestal pode ser entendida como uma ação econômica eficaz para o combate à fome e às desigualdades sociais. Sobre o estudo O trabalho foi feito a partir de oficinas com os atores locais, o WRI Brasil e o IIS, no segundo semestre de 2020. Houve a participação efetiva de vários segmentos da sociedade por meio dos comitês de bacias hidrográficas, produtores rurais, empresas locais, pesquisadores e governos municipais e estadual. As oficinas usaram como base uma adaptação da Metodologia de Avaliação de Oportunidades de Restauração (ROAM), ferramenta que permite identificar motivações para a restauração, promover o debate sobre os conceitos e desafios dessa agenda e apontar caminhos a serem seguidos para o ganho de escala das ações. Foi utilizada uma robusta e confiável base de dados para embasar toda a discussão, além da adoção de tecnologias avançadas de geoprocessamento e de análise. Este novo estudo inclui a elaboração da base de dados, mapeamentos de oportunidades de restauração de paisagens e florestas, das estruturas de governança e atores da região e modelagens espaciais para identificação de áreas prioritárias para a restauração considerando múltiplos benefícios. Por fim, apresenta uma proposta de plano de ação estruturada em seis objetivos principais, os quais se desdobram em diversas atividades consideradas essenciais para o seu alcance. O plano considera ações de curto e médio prazo, com a premissa de ser reavaliado constantemente pelos CBHs para aprimoramento.
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